Terça-feira, 05 de Julho de 2022

Home Política Ex-ministro da Educação Milton Ribeiro dormirá em carceragem da Polícia Federal e terá audiência de custódia em SP

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O ex-ministro da Educação Milton Ribeiro passa por audiência de custódia nesta quinta-feira (23) em São Paulo. Inicialmente, o juiz Renato Morelli, da 15ª Vara Federal de Brasília, tinha determinado que a audiência ocorresse na capital federal. No entanto, ele atendeu pedido da defesa para que o cliente continuasse no Estado onde foi preso na manhã desta quarta-feira (22).

Ribeiro foi preso por uma equipe da corporação em Santos (SP), em operação que investiga um esquema de tráfico de influência que teria sido montado no Ministério da Educação. Além dele, foram presos os pastores Gilmar Santos e Arilton Moura. Arilton será ouvido por videoconferência e Gilmar Santos passa por audiência em Brasília (DF).

A investigação apura um suposto esquema de corrupção para a liberação de dinheiro público do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), que tem a destinação dos valores definidas dentro do Ministério da Educação.

O juiz Renato Borelli, que determinou a prisão preventiva, decidirá se mantém ou não o ex-ministro encarcerado enquanto duram as investigações. Outra motivação para a decisão do magistrado seriam dificuldades logísticas da PF para realizar a transferência até o Distrito Federal.

O advogado de Ribeiro, Daniel Bialski, informou que o ex-ministro “já assinou a procuração” e que está em busca das cópias do processo para poder fazer um habeas corpus. “Mesmo sem conhecer profundamente o caso, parece-me que essa prisão preventiva não possui contemporaneidade (os fatos ocorreram há muito tempo) e não haveria nem razão e/ou motivo concreto para essa custódia antecipada”, defendeu, acrescentando que acompanhará Ribeiro na audiência de custódia designada.

Ribeiro pediu demissão do ministério no fim de março em meio a intensa pressão após ser revelada a existência de um “gabinete paralelo” dentro do MEC com os pastores. Os religiosos atuariam indicando ao ex-ministro nomes de prefeitos que deveriam receber recursos. Em troca, a suspeita é de que os pastores cobravam propina.

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