Terça-feira, 27 de Fevereiro de 2024

Home em foco Fábio Faria pede demissão do Ministério das Comunicações

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O presidente Jair Bolsonaro exonerou o ministro das Comunicações, Fábio Faria, conforme edição dessa quarta-feira (21) do “Diário Oficial da União (DOU)”. De acordo com a publicação, Faria pediu demissão. Ele ainda não se manifestou sobre a exoneração. Um substituto ainda não foi anunciado.

Faria chefiava a pasta desde junho de 2020. Em fevereiro de 2022, decidiu não levar adiante a candidatura ao Senado e permaneceu no cargo. Apesar da decisão, trocou de partido em março e oficializou filiação ao Progressistas (PP) – era filiado ao PSD desde 2011. Ele é deputado federal, mas esteve fora do exercício para chefiar o Ministério das Comunicações.

Explicação

Em contato com o jornal O Globo, Faria afirmou que requisitou a exoneração ao presidente para reassumir o mandato de deputado federal antes de viajar com a família para Orlando, nos Estados Unidos, nesta quinta-feira (22).

Como o retorno à Câmara dos Deputados não poderia ser feito à distância, esta foi a solução encontrada por ele para reassumir o mandato e manter os planos de fim de ano com a família.

Faria garantiu, ainda, que a saída é uma “formalidade” e que ficaria até o dia 31 de dezembro no ministério, como previsto, se não houvesse impedimento para que reassumisse como deputado.

O agora ex-ministro também se manifestou sobre o caso por meio das redes sociais e agradeceu Bolsonaro pela oportunidade. “Um período de muito trabalho e união em torno de um projeto para fazermos o Brasil melhor, ao lado de uma equipe muito competente. Jair, minha total amizade, lealdade e admiração ao melhor Presidente do Brasil”, escreveu.do Brasil”, escreveu.

Polêmica nas eleições

Em outubro deste ano, Fábio Faria, um dos coordenadores da campanha de Bolsonaro à reeleição disse que se arrependeu por levantar suspeitas – chamou de “fato grave” – sobre falhas nas inserções em emissoras de rádio, tema usado por apoiadores do presidente para pedir o adiamento das eleições.

A coordenação da campanha de Bolsonaro que levantou suspeitas sobre a não veiculação de inserções de propaganda do candidato à reeleição criou uma crise no QG bolsonarista.

Nos bastidores, tanto o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, quanto o ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira, cacique do PP, demonstraram contrariedade com a investida contra o Tribunal Superior eleitoral (TSE).

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, rejeitou a ação bolsonarista por ausências de provas e inconsistências feitas no levantamento apresentado pela campanha do presidente.

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