Quarta-feira, 09 de Setembro de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 8 de setembro de 2026
A Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (FIERGS), a Federação da Agricultura (Farsul) e a Federação do Comércio de Bens e de Serviços (Fecomércio-RS) lançaram ontem (8) um manifesto conjunto em defesa da institucionalidade e da Constituição. No documento, as entidades representativas do setor produtivo gaúcho alertam que a autoridade deve ser conquistada pela transparência e pelo cumprimento estrito das leis, e não imposta pela força. O texto destaca a necessidade de imparcialidade e de igualdade perante a legislação, pontuando que a regra vale inclusive para aqueles que deveriam ser os principais guardiões do sistema democrático. As organizações frisam ainda que a instabilidade institucional reflete diretamente na economia, afastando investimentos e travando a geração de empregos no país. Ao ressaltar que o tema independe de inclinações partidárias e é uma pauta da República, o trio de federações conclui a mensagem enfatizando que nenhuma pessoa ou instituição está acima da Carta Magna.
Semana da Pátria
A crise institucional e os embates no Supremo Tribunal Federal pautaram os discursos dessa terça-feira durante a Sessão Solene da Semana da Pátria na Assembleia Legislativa gaúcha. Em sua manifestação, a bancada do PT acusou a “extrema-direita” de usar o tensionamento entre os Poderes como palanque eleitoral no 7 de Setembro, enquanto o PSOL direcionou críticas à interferência estrangeira no Brasil, citando o “imperialismo norte-americano” e a pressão do governo Trump sobre a política nacional. Com uma abordagem focada nos limites democráticos, a representação do Progressistas alertou para o perigo da banalização dos excessos de autoridade e cobrou serenidade diante das recentes investigações que atingem a República. Já o PSDB adotou uma postura voltada à moderação democrática, defendendo que o fortalecimento do Estado e a garantia das liberdades passam diretamente pelo papel da educação.
Agenda do dia
A corrida ao Palácio Piratini movimentou a terça-feira com roteiros divididos entre o interior e a Capital. O emedebista Gabriel Souza iniciou as agendas em Lajeado, onde concedeu entrevistas, caminhou com apoiadores e aliados, e participou de uma reunião-almoço promovida por entidades empresariais. Do Vale do Taquari, Gabriel seguiu para a Serra Gaúcha, onde percorreu as ruas de Garibaldi e Farroupilha. Juliana Brizola (PDT) participou de sabatina e se reuniu com integrantes da juventude do partido. À tarde, além de agendas internas, encontrou-se com representantes da FEHOSUL, fechando o dia em evento com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Luciano Zucco (PL), por sua vez, concentrou os compromissos no Noroeste e nas Missões, caminhando e dialogando com lideranças regionais de Cruz Alta, Ibirubá, Panambi e Santo Ângelo. À noite, encerrou o roteiro em Ijuí, à frente de uma carreata.
Agenda do dia II
Marcelo Maranata (PSDB) passou parte do dia cumprindo agendas internas e gravando materiais de campanha. O candidato tucano também se reuniu com lideranças empresariais na Capital, além de realizar uma nova visita ao Acampamento Farroupilha, no Parque Harmonia. Já Rejane de Oliveira (PSTU) direcionou os compromissos de campanha à Zona Sul da Capital e dedicou parte da terça a entrevistas. A candidata concluiu as agendas em Canoas, onde ouviu demandas locais e distribuiu material de campanha. Também em Porto Alegre, Priscila Voigt (UP) esteve em mobilização no Centro Histórico, expondo suas propostas em uma tenda montada na Rua dos Andradas. Ao lado de outros nomes da sigla, a postulante aproveitou o grande fluxo de pessoas no local para distribuir panfletos e dialogar com a população.
Desocupação preventiva
O Ministério Público (MPRS), o Tribunal de Justiça (TJRS) e o governo gaúcho reuniram-se nessa terça-feira, em Porto Alegre, para alinhar a desocupação definitiva das chamadas “zonas de arraste” na região. Severamente atingidos pelas enchentes de 2024, esses locais com alto risco de inundações foram considerados inabitáveis e passarão por uma reestruturação para serem transformados em parques e áreas de preservação ambiental. Para viabilizar a remoção, o projeto prevê o pagamento de indenização financeira às famílias proprietárias dos imóveis localizados nesses espaços de perigo extremo. Nesta etapa da iniciativa, nove municípios da região trabalham no levantamento das propriedades afetadas e na identificação oficial dos moradores para dar andamento aos repasses. A medida dá continuidade ao acordo inicial assinado em junho e integra o programa Replanejar, focado em promover a resiliência climática e o reordenamento urbano nas cidades atingidas.
Por Bruno Laux.