Quinta-feira, 08 de Outubro de 2026

Home Eleições 2026 Fim da escala 6×1: oposição tenta adiar votação para depois das eleições

Compartilhe esta notícia:

A votação da PEC (proposta de emenda à Constituição) que prevê o fim da escala 6×1 na próxima semana está mantida, segundo Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), presidente do Senado, apesar das tentativas da oposição de adiar a análise para depois das eleições.

Senadores de PL, PP e Republicanos se reuniram nessa quarta-feira (7) para discutir uma estratégia diante do início da tramitação da PEC no plenário. A senadora Tereza Cristina (PP-MS) foi escalada para tentar convencer Alcolumbre a evitar a votação antes do segundo turno, marcado para 25 de outubro.

Segundo ela, a oposição ainda avalia se apresentará emendas e quais alterações tentará fazer no texto. “Achamos que o Davi vai manter o rito que prometeu, o rito normal”, afirmou.

A preocupação da oposição é com o possível efeito eleitoral da aprovação da redução da jornada sobre o desempenho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). No primeiro turno, ele recebeu 2,3 milhões de votos a menos que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

“Não afeta o Flávio, mas ajuda o Lula”, afirmou a senadora Damares Alves (Republicanos-DF). Apesar das críticas à votação antes do segundo turno, ela disse que a oposição não pretende obstruir a proposta e deverá votar majoritariamente a favor.

O senador Wellington Fagundes (PL-MT), líder do bloco que reúne também Avante e Novo, afirmou que não haverá obstrução. Ele lembrou que a oposição votou favoravelmente à proposta na Câmara.

Pelas regras do Senado, PECs precisam ser votadas em dois turnos, com intervalo entre as votações. São necessárias cinco sessões de discussão antes do primeiro turno. A segunda sessão ocorreu nessa quarta-feira.

Se o calendário for mantido, a primeira votação poderá ocorrer na quinta-feira da próxima semana. A segunda ficaria para depois da eleição, a menos que haja quebra do chamado interstício.

A líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), recolhe assinaturas para um requerimento de calendário especial que permita reduzir os intervalos. Ela espera obter 41 apoios. Alcolumbre afirmou que, se o requerimento for apresentado, será submetido à votação dos senadores.

A terceira sessão de discussão está marcada para esta quinta-feira (8). Alcolumbre afirmou considerar cumprido seu compromisso de não permitir que as eleições interferissem na tramitação da proposta.

Flávio Bolsonaro voltou a classificar a discussão como eleitoreira e criticou Lula. “Lula está pensando no poder, não no trabalhador. Se ele tivesse pensando no trabalhador, ele já tinha reduzido a carga tributária sobre a folha de pagamento (…)”, disse. Apesar de afirmar ser favorável ao descanso dos trabalhadores, Flávio não declarou como votará.

O coordenador de sua campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), também evitou antecipar posição. Segundo ele, o bloco não é “a favor nem contra fechar a escala 6×1”. Marinho defende maior liberdade para o trabalhador negociar a jornada.

Tereza Cristina afirmou ainda que apresentou a Alcolumbre preocupações sobre o texto. Segundo ela, a redução da jornada está praticamente pacificada entre os senadores, mas há divergências sobre o engessamento das escalas, que poderia afetar categorias com regimes especiais.

A PEC reduz a jornada de 44 para 40 horas semanais, estabelece duas folgas semanais, sem redução salarial, e prevê uma transição. A primeira etapa começa 60 dias após a promulgação, com jornada de 42 horas. Após 12 meses, passa a 40 horas.

O texto foi aprovado pela Câmara em maio e pela CCJ do Senado em setembro. (Com informações da Folha de S.Paulo)

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Eleições 2026

“A gente vai ficar por décadas sem falar do PT”, diz Flávio Bolsonaro
“Eu quero ver como Flávio Bolsonaro vai votar na proposta do fim da escala 6×1”, diz Lula
Deixe seu comentário
Baixe o app da RÁDIO Pampa App Store Google Play
Ocultar
Fechar
Clique no botão acima para ouvir ao vivo
Volume

No Ar: Programa Pampa News