Quarta-feira, 05 de Agosto de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 4 de agosto de 2026
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) criticou o que chamou de “interferência” do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas investigações da Polícia Federal contra o filho, Fábio Luís da Silva, conhecido como Lulinha. Ao mesmo tempo, afirmou que, se eleito, anistiará seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o qual, segundo ele, teve um julgamento injusto pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
O candidato do PL à Presidência afirmou que, em um eventual governo, estenderá o perdão a Jair Bolsonaro a todos os envolvidos na tentativa de golpe de Estado de 8 de janeiro de 2023.
A declaração ocorreu durante sabatina promovida pela empresa de educação executiva G4 em parceria com o portal O Antagonista. O presidenciável participou do encontro à distância. Ao se apresentar, afirmou que é diferente do pai, chamando a si mesmo de “Bolsonaro vacinado”.
Além do senador, foram entrevistados, em separado, os candidatos Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão). Entre os nomes mais bem colocados nas pesquisas de intenção de voto, Lula foi convidado, mas não compareceu.
Vice
Flávio definiu quem ocupará a vaga de vice em sua chapa à Presidência da República. O nome será anunciado em coletiva de imprensa nesta quarta-feira (5), em Brasília.
A decisão encerra um período de indefinição em torno da composição da chapa, após semanas de negociações conduzidas pelo PL para tentar atrair partidos de centro e direita para a coligação presidencial.
A estratégia incluía a possibilidade de que a vaga de vice fosse ocupada por um nome indicado por legendas como Republicanos e a federação formada por União Brasil e Progressistas (PP). No entanto, os partidos anunciaram que vão permanecer neutros na disputa presidencial.
Mais cedo, o senador afirmou que o nome seria definido até o dia 15 de agosto, prazo final para o registro das candidaturas na Justiça Eleitoral.
Em sabatina promovida pelo portal de notícias “O Antagonista” e pela empresa de educação G4, o senador afirmou que, Flávio Bolsonaro também minimizou a decisão de partidos de centro e direita de não formalizarem apoio à sua candidatura.
Embora partidos como PP e Republicanos não tenham formalizado uma aliança nacional com sua candidatura, os “principais quadros” dessas legendas estarão ao seu lado nos estados durante a campanha.
Nas últimas semanas, aliados de Flávio Bolsonaro chegaram a negociar nomes ligados a essas legendas. Entre os mais citados nos bastidores estavam a ex-presidente da Caixa Daniella Marques, filiada ao Republicanos, e a senadora Tereza Cristina (PP-MS), ex-ministra da Agricultura do governo Jair Bolsonaro.
Na semana passada, Tereza Cristina chegou a aceitar o convite para disputar o cargo, mas acabou desistindo após o PP decidir permanecer neutro na eleição presidencial.
Além do PP, o Republicanos, União Brasil e Podemos também anunciaram que ficariam neutros na disputa presidencial.
Mesmo sem o apoio nacional das legendas, Flávio Bolsonaro vinha afirmando que contava com o apoio de lideranças desses partidos nos estados e mantinha negociações até o prazo final para o registro das chapas. (Com informações de O Estado de S. Paulo e do portal de notícias g1)