Terça-feira, 23 de Junho de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 22 de junho de 2026
O senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL) buscou afastar uma relação dele com possíveis novas tarifas dos Estados Unidos contra o Brasil e atribuiu o impacto econômico à condução diplomática do governo Lula.
Em evento à indústria, Flávio Bolsonaro disse que a conversa que teve com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi para “fim da tarifação”, e de promessa de futuros “maiores acordos comerciais” entre os dois países.
“Pedi nos EUA para que não houvesse tarifação, que empresas brasileiras não aguentariam mais”, afirmou Flávio.
A possibilidade de novas tarifas em 25% foi indicada pelos Estados Unidos após uma visita do senador a Trump. O republicano também postou uma foto com Flávio no mesmo dia em que o país propôs nova taxa a produtos brasileiros.
O senador também atribuiu a decisão de Trump a movimentos de Lula que, segundo ele, teriam provocado a maior democracia do mundo e ameaçando o dólar como padrão de moeda do comércio internacional.
“Fui pedir, sim, que facções como PCC e CV fossem tratadas como grupos terroristas que é o que são, pedi, também, que não houvesse tarifação”, declarou.
Supremo
Segundo o senador, a interferência do Supremo Tribunal Federal (STF) na política, sobretudo em decisões do Congresso Nacional não pode ser aceita. “É inaceitável que neste País nós continuemos sendo submetidos a uma canetada de um ministro do Supremo, que pode, por exemplo, desfazer uma decisão do Congresso Nacional”, declarou o parlamentar.
Flávio também se manifestou contra o que considera uma interferência do STF em processos eleitorais, como a indefinição sobre o mandato-tampão para o governo do Rio de Janeiro.
“O Supremo hoje parece mais uma delegacia de polícia, não uma Corte constitucional. A todo momento, um ou outro naquela corte, querendo interferir no processo eleitoral, querendo escolher quem pode ser candidato e quem não pode”, disse o senador.
O senador disse ainda que “não tem nenhum cabimento nós continuarmos aceitando essa elevada carga tributária, esse excesso de regulamentação”. Também afirmou que, se eleito, fará um “governo pragmático nas relações internacionais”.
“Não dá para, a todo momento, provocar a maior democracia do mundo com ofensa, ameaçando o dólar como padrão de comércio internacional, acusando o governo de ser fascista. A única pessoa que quer tarifação de empresas brasileiras é Lula, porque acredita que com isso terá algum benefício eleitoral”, disse Flávio. (Com informações dos portais R7 e Terra)