Terça-feira, 23 de Junho de 2026

Home Política Flávio Bolsonaro retoma críticas e diz que o Supremo “parece mais delegacia de polícia do que Corte constitucional”

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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, comparou nessa segunda-feira (23) o Supremo Tribunal Federal (STF) a uma “delegacia de polícia” durante evento com empresários promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília.

Em discurso a representantes do setor produtivo, o parlamentar afirmou que não faz ataques a instituições, mas criticou a Corte ao afirmar que há no Brasil uma “insegurança jurídica” causada em parte pelas “canetadas” do STF, embora não tenha citado nenhum ministro específico.

“O Supremo hoje parece mais uma delegacia de polícia do que uma Corte Constitucional. A todo momento tem um ou outro integrante daquela Corte querendo interferir no processo eleitoral, querendo escolher quem pode ser candidato e quem não pode”, afirmou.

Ao falar sobre o ambiente de negócios no país, Flávio associou a insegurança jurídica à atuação do Judiciário e citou decisões da Corte que, segundo ele, teriam contrariado deliberações do Legislativo.

“Todos falaram sobre insegurança jurídica. É inaceitável que neste país continuemos sendo submetidos a uma canetada de um ministro do Supremo que pode, por exemplo, desfazer uma decisão do Congresso Nacional”, disse.

Como exemplo, o senador mencionou a disputa em torno do aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e criticou a possibilidade de decisões parlamentares serem revertidas judicialmente.

Na época, em julho do ano passado, o governo federal havia aumentado o IOF por meio de decreto, o qual foi derrubado pelo Congresso. A questão foi judicializada e Moraes acabou paralisando todas as ações sobre o assunto até que Executivo e Legislativo entrassem em um acordo.

“O Congresso aprova um projeto para revogar esse aumento e, numa canetada, um ministro do Supremo desfaz a decisão tomada majoritariamente tanto no plenário da Câmara quanto no plenário do Senado”, afirmou.

As declarações ocorreram durante participação no evento “A Indústria na Agenda dos Presidenciáveis”, organizado pela CNI para ouvir propostas de potenciais candidatos ao Palácio do Planalto. Além de Flávio, participou do encontro o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo). O ex- governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), deve se apresentar depois de Flávio.

Embora o fórum fosse voltado à apresentação de propostas para a indústria, Flávio dedicou parte significativa de sua fala a temas ligados à segurança pública e retomou suas propostas, divulgadas na semana passada, para a área. Ele falou das propostas do programa “Brasil sem Medo”, que prevê, dentre outros objetivos, a criação de mais cinco presídios federais, a classificação de PC e CVV como terroristas, e a castração química para estupradores.

“O primeiro território que nós vamos recuperar são os que hoje são dominados por esses marginais e não pelo Estado”, declarou.

Reforma tributária

Durante sua participação no evento, Flávio também voltou a falar sobre a suspensão da reforma tributária que vem defendendo há semanas e relacionou a cobrança de imposto com a alta inadimplência no Brasil.

“É uma maluquice quase 40% de imposto. Quem aguenta? É óbvio que isso vai descambar para inadimplência, para sonegação. Óbvio que tem que ser feito os ajustes, e quando eu falo de suspender a regulamentação da reforma tributária, é para dar tempo de a gente fazer uma reforma tributária negativa, com redução de carga tributária ao longo dos anos, com previsibilidade, com ajuste fiscal”, disse.

Segundo o pré-candidato, essa promessa tem como objetivo a redução de juros para que o Brasil possa se “aproximar da média da América Latina” de cerca de 20% de carga tributária.

“Se nós conseguirmos reduzir carga tributária, simplificar a legislação, a gente vai reduzir o custo Brasil e as empresas nacionais vão ficar mais competitivas.” (Com informações do jornal O Globo)

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