Quarta-feira, 23 de Setembro de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 22 de setembro de 2026
Em propagandas de rádio veiculadas entre os dias 19 e 21, o candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), afirmou que é diferente de Lula (PT) e de seu pai, Jair Bolsonaro. No início da propaganda, Flávio diz: “Se você ainda tem alguma dúvida, se ficou chateado com o Jair, se tá decepcionado com o Lula, eu quero dizer que meu nome é Flávio.”
O candidato afirma ser diferente dos dois e reconhece ter qualidades e defeitos próprios, reiterando que o “Brasil precisa mudar urgente”. Procurada, a campanha do candidato não se manifestou.
A campanha parece agora mirar o eleitor indeciso, em uma tentativa de conquistar os votos que podem decidir o segundo turno entre Lula e Flávio. A pesquisa Quaest divulgada na última segunda-feira (21), mostrou o senador com 42% das intenções de voto, ante 41% do atual presidente.
Confira a transcrição completa:
“Se você ainda tem alguma dúvida, se ficou chateado com o Jair, se tá decepcionado com o Lula, eu quero dizer que meu nome é Flávio. Tenho minhas qualidades, meus defeitos, mas sou diferente dos dois. E o que importa é que o Brasil precisa mudar urgente: derrotar o crime, acabar com o medo e com esse sufoco. Do jeito que tá, já deu errado. Peço o seu voto de confiança pra fazer o Brasil voltar a vencer.”
Quadro
Flávio exibiu um quadro de Jair Bolsonaro e provocou o TRE-RJ durante ato de campanha em São Luís (MA).
“Vem tomar meu quadro aqui, TRE”, declarou o candidato, levantando imagem do pai com a faixa presidencial. A fala faz referência a uma apreensão ocorrida durante ato de campanha do candidato a deputado federal Rafael Satiê (PL-RJ), em Teresópolis (RJ). Ele empunhava um quadro do ex-presidente, que acabou confiscado por oficiais do TRE-RJ.
O Tribunal Superior Eleitoral proibiu uso da imagem do ex-presidente. Na semana passada, a ministra Estela Aranha concedeu uma liminar para restabelecer a proibição do uso da imagem de Jair Bolsonaro na campanha eleitoral do candidato a deputado estadual Lucas Bove (PL-SP). Ela argumentou que as medidas impostas a Bolsonaro pelo STF vedam manifestações político-eleitorais “inclusive por terceiros, independentemente do meio utilizado”.
A ministra se baseou em decisão do ministro do STF Alexandre de Moraes, que proibiu Bolsonaro de divulgar “manifestos político-eleitorais”, inclusive por terceiros. Segundo Moraes, a determinação decorre da perda dos direitos políticos de Bolsonaro por causa da condenação pela trama golpista. (Com informações de O Estado de S. Paulo)