Sexta-feira, 24 de Abril de 2026

Home Política Flávio Bolsonaro se solidariza com Romeu Zema após ação do ministro Gilmar Mendes

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O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro manifestou solidariedade ao ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema. A declaração foi feita a jornalistas durante a abertura da Norte Show, feira agropecuária realizada em Sinop, no Mato Grosso. O evento reuniu representantes do setor produtivo, autoridades políticas e lideranças regionais.

A fala de Flávio ocorreu após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes encaminhar ao ministro Alexandre de Moraes uma notícia-crime contra Zema para que ele fosse investigado no chamado inquérito das fake news. A notícia-crime é o instrumento jurídico utilizado para comunicar à autoridade competente a possível ocorrência de um fato considerado criminoso, cabendo posterior análise sobre eventual abertura de investigação.

A notícia-crime refere-se ao segundo episódio da série “Os Intocáveis”, publicado nas redes sociais do ex-governador quando ele ainda ocupava o cargo. A produção utiliza fantoches que representam os ministros Dias Toffoli e Gilmar Mendes. O material circulou nas plataformas digitais e gerou reações no meio político e jurídico.

“Bom, em 1º lugar, minha solidariedade aqui ao Romeu Zema, que é mais uma vítima dessa militância que existe no judiciário, esse ativismo judicial, que é muito lamentável”, disse Flávio Bolsonaro.

O senador também criticou a atuação do STF em relação a si e ao deputado federal Eduardo Bolsonaro, seu irmão. Flávio é alvo de um inquérito aberto em 26 de abril de 2026 pela Polícia Federal que investiga se ele cometeu crime de calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A apuração foi autorizada por Alexandre de Moraes.

“Eu lamento muito a abertura desse processo, porque claramente parece que tem ministro no Supremo, em especial Alexandre de Moraes, que está com saudade, enquanto presidente do TSE, de participar diretamente das eleições. Então está muito claro que eles querem, na verdade, fazer com que a primeira turma do STF escolha quem vai ser o próximo presidente da República”, disse Flávio.

Segundo o senador, eventual condenação de um congressista nessa situação seria inédita no país após a promulgação da Constituição Federal de 1988.

“Vocês sabem quantos parlamentares já foram condenados pelo STF desde 1988 por calúnia? Zero, nenhum, porque sempre se respeitou a Constituição, sempre se respeitou a unidade parlamentar, inclusive no tocante a opiniões, palavras e votos, que é exatamente isso que tentam nos enquadrar agora”, afirmou Flávio. (Com informações do portal Poder360)

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