Segunda-feira, 07 de Setembro de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 7 de setembro de 2026

A Arena do Cavalo Crioulo viveu um dos momentos mais aguardados da 49ª Expointer: a decisão do Freio de Ouro 2026, prova máxima da raça que é símbolo da pecuária gaúcha. Com arquibancadas lotadas e atmosfera de celebração, o público acompanhou a consagração de Leon Salvaje, entre os machos, e Oferenda da Tamanca, entre as fêmeas, como os grandes campeões da edição.
Ao longo da semana, 106 conjuntos — 53 machos e 53 fêmeas — disputaram a competição organizada pela Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC). A presença maciça de criadores, ginetes e admiradores reforçou a dimensão cultural e econômica do evento, que se consolidou como a maior atração da Expointer.
Campeões e emoção em pista
Na decisão das fêmeas, o ginete Ricardo Gigena Wrege brilhou ao conduzir Oferenda da Tamanca (Box 45), da Estância Tamanca, de Santa Vitória do Palmar (RS). Ele também conquistou o Freio de Prata com Iluminada do Rio Negro (Box 43), da Estância Rio Negro, de Bagé (RS). O proprietário da Tamanca, Luciano Sperotto Terra, não conteve a emoção: “A égua merecia mesmo. Ela veio tranquila”, disse, destacando a qualidade genética e o preparo do animal.
Entre os machos, o título de Freio de Ouro foi para Leon Salvaje (Box 65), da Cabaña Chimango, de Melo, Cerro Largo (Uruguai), conduzido por Tomaz Gonçalves. Em lágrimas, o ginete celebrou a conquista como a realização de um sonho: “A todos que um dia sonham em poder estar aqui: trabalhem, se dediquem, não desistam”, afirmou.
Outros vencedores
O Freio de Prata entre os machos foi conquistado por Pacífico Cupertino Corazón (Box 71), da La Pacífica, de Paysandú (Uruguai), com o ginete Gabriel Viola Marty. O Freio de Bronze ficou com Patronato Cala Bassa-TE (Box 69), conduzido por José Fonseca Macedo, e o Freio de Alpaca foi para Capanegra Espartano (Box 78), da Cabanha Capanegra, de Dom Pedrito (RS), montado por Eduardo Weber de Quadros.
Entre as fêmeas, o Freio de Bronze foi para Capanegra Doña Guinda-TE (Box 38), também da Cabanha Capanegra, conduzida por Weber de Quadros. O Freio de Alpaca ficou com Belle Porcelana (Box 37), da Fazenda Paraíso, de Balsa Nova (PR), montada por Daniel Waihrich Marim Teixeira.
Padrão elevado e reconhecimento
A comissão julgadora destacou o alto nível dos exemplares apresentados, reforçando a evolução da raça Crioula. Para o presidente da ABCCC, André Luiz Narciso Rosa, o Freio de Ouro é mais do que uma competição: “O Freio é a maior atração da Expointer”, afirmou, sublinhando o papel da prova como vitrine internacional da genética e da funcionalidade do Cavalo Crioulo.
Símbolo da cultura gaúcha
Mais do que títulos, o Freio de Ouro reafirma a importância do Cavalo Crioulo como patrimônio cultural e econômico do Rio Grande do Sul e da região sul-americana. A prova sintetiza tradição, técnica e paixão, reunindo criadores de diferentes países e projetando a raça para novos mercados.
A edição de 2026 ficará marcada pela qualidade dos conjuntos, pela emoção dos ginetes e pela presença maciça do público, que transformou a Arena do Cavalo Crioulo em palco de celebração da identidade gaúcha.(por Gisele Flores – gisele@pampa.com,br)