Domingo, 12 de Abril de 2026

Home Mundo Fundo Monetário Internacional vai revisar para para baixo em 2026 por guerra no Oriente Médio

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– A diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, afirmou que a resiliência da economia global está sendo testada novamente pela guerra no Oriente Médio, agora pausada pelo cessar-fogo, e que deve resultar em menor crescimento neste ano. De acordo com ela, o choque de oferta causado pelos conflitos é “grande, global e assimétrico”, com riscos para a inflação e as políticas monetária e fiscal.

“O conflito causou dificuldades consideráveis em todo o mundo”, disse Georgieva, em discurso preparado para a abertura das reuniões de Primavera do Fundo, que acontecem na próxima semana, em Washington, nos EUA. De acordo com ela, os encontros serão marcados pelo debate sobre os caminhos para enfrentar este último choque e aliviar a dor nas economias e nas pessoas. Na próxima semana, ministros e presidentes de bancos centrais do mundo todo, incluindo do Brasil, desembarcam na capital americana para participar das reuniões de Primavera do FMI.

Na ocasião, o Fundo deve revisar para baixo a projeção de crescimento da economia global em 2026 na atualização de seu cenário que sempre costuma fazer nesses encontros. Não fosse a guerra, observou Georgieva, a perspectiva para a economia global seria de melhora.

“Mas agora, mesmo nosso cenário mais esperançoso envolve uma revisão para baixo do crescimento”, disse ela, mencionando danos à infraestrutura, interrupções no fornecimento, perdas de confiança e outros impactos da guerra.

Dadas as incertezas, o FMI vai traçar uma gama de cenários em seu relatório Perspectiva Econômica Mundial (WEO, na sigla em inglês), que incluirão desde uma normalização relativamente rápida a um ambiente em que os preços do petróleo e do gás permanecem muito mais altos por muito mais tempo e os efeitos de segunda ordem entram em ação.

“Felizmente, os preços do petróleo caíram, mas permanecem muito mais altos do que antes da guerra — e muitos países estão pagando altos prêmios para acessar suprimentos preciosos”, avaliou Georgieva.

Segundo ela, mesmo países que são exportadores de petróleo, como é o caso do Brasil, vão sentir os impactos dos preços de energia mais elevados por conta da guerra. O conflito pode ainda desancorar as expectativas de inflação e causar um processo inflacionário custoso ao mundo, alertou. “Felizmente, as expectativas de longo prazo não mudaram. Isso é muito bom e muito importante”, afirmou.

Por sua vez, as condições financeiras se apertaram, com os spreads de títulos de mercados emergentes subindo substancialmente, ajustes nos mercados de ações e valorização do dólar. Esses movimentos ocorreram, no entanto, de forma ordenada, e já é possível ver algum alívio, de acordo com a diretora-geral do FMI.

O tamanho do impacto da guerra depende de se o cessar-fogo será mantido e de quanto dano os conflitos vão deixar em seu rastro, destacou. “O fato é que não sabemos realmente o que o futuro reserva para os trânsitos pelo Estreito de Ormuz”, admitiu. “Quão ruim será esse impacto dependerá, em grande parte, de quanto espaço de política os países têm, incluindo reservas estratégicas de petróleo e gás”, acrescentou Georgieva. E, diante do choque de oferta causado pela guerra, o ajuste da demanda é “inevitável”, disse.

A diretora-geral do FMI cobrou ainda a necessidade de os países manterem uma busca coletiva por eficiência e diversificação energética. “Diferentes países têm diferentes caminhos para a segurança energética, mas todos devem lutar por ela”, concluiu. Com informações do portal Estadão.

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