Domingo, 03 de Julho de 2022

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O futebol brasileiro nunca esteve tão perto de criar uma liga de clubes como agora. Discussão antiga no País, com várias iniciativas que não saíram do campo dos planos – e quando saíram não foram para a frente, caso da Primeira Liga, enterrada antes de completar três anos -, dessa vez tem chances maiores de sair do papel. Já há até uma associação criada para organizar os Campeonatos Brasileiros das séries A e B, a Libra (Liga do Futebol Brasileiro), grupos interessados na operação e até a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) deu o aval.

Historicamente resistente a perder o controle do futebol nacional, a CBF abriu caminho para que os clubes coloquem a iniciativa em prática. Foi um acerto feito em troca da eleição, sem restrições, de Ednaldo Rodrigues à presidência da entidade. Desde então, os principais times do Brasil, como Flamengo, Corinthians e Palmeiras, se movimentam para convencer seus pares da Série A e B a assinar a criação da liga.

No final da primeira quinzena de março, em uma reunião em São Paulo, foi formalizada aos clubes brasileiros uma proposta de modelo de gestão, apresentada pela LaLiga, que organiza o Campeonato Espanhol, em conjunto com as empresas XP e Alvarez & Marsal. E existem outros grupos interessados em gerir a liga brasileira, como a Codajas Sports Kapital, ligada ao BTG, e a Livemode, em parceria com a 1990.

Há a perspectiva de um investimento vultoso. O cenário parece ser favorável à elaboração dessa organização. Tudo o que for decidido agora, só vai valer para 2025, quando os atuais contratos acabam.

No entanto, há um fator importante que esquenta as discussões: a desunião dos clubes, velho problema no futebol, projetada porque cada um olha para a sua bandeira e não para o fortalecimento das competições. Pelo menos agora, os dirigentes estão admitindo a necessidade de os clubes se unirem em torno de um interesse comum.

Porém, os representantes dos 40 clubes ainda não se acertarem no modelo da divisão do dinheiro de TV. “Temos certeza de que a Liga é o melhor para o futebol brasileiro. Demoramos para agir e precisamos fazer acontecer. Para isso, precisamos nos unir. É difícil ter todos na mesma mesa”, reconhece Duílio Monteiro Alves, presidente do Corinthians.

O impasse é um só: dimensionar a cota de dinheiro de cada um, de modo a deixar todos satisfeitos. Quem ganha menos, quer ganhar mais. Quem ganha mais, quer mais ainda. A promessa é de nenhum clube receber menos do que hoje.

“Se o futebol brasileiro melhorar, todos que operam nele vão se beneficiar. É esse espírito que tem de prevalecer. Os clubes têm de pensar que, se o produto for melhorado, vai ter mais valor”, explica ao Estadão Fred Luz, executivo da consultoria Alvarez & Marsal. “Não é preciso inventar a roda. Os clubes têm de ver o que já foi feito e decidir. Precisam definir como vão caminhar para chegar a esse mundo ideal”, adverte Luz, que foi durante quatro anos diretor do Flamengo.

A presidente do Palmeiras, Leila Pereira, tem assumido papel de destaque na criação da liga, mas já avisou que não perderá seu tempo com reuniões vazias. “O Palmeiras não vai participar de encontros que não tenham um objetivo. Eu sou uma mulher objetiva. Não vou em reunião de três ou quatro horas para discutir o que não existe”, disse Leila.

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