Quarta-feira, 17 de Abril de 2024

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Os clubes de futebol gastaram US$ 5 bilhões com a transferência internacional de jogadores entre junho e setembro – um aumento de cerca de 30% em relação a igual período do ano passado, após dois anos de baixa nessas transações globalmente.

Levantamento da Fifa, a Federação Internacional de Futebol, mostra que, em meio à crise econômica internacional, causada também pela guerra na Ucrânia, os clubes de futebol conseguiram recursos elevados para reforçar seus plantéis, embora sem bater o recorde absoluto de transações de 2019. Naquele ano, as transferências internacionais resultaram num volume de US$ 5,8 bilhões.

Os clubes europeus foram os que mais gastaram com a compra de jogadores nessas transações internacionais, entre as associações regionais de futebol, num total de US$ 1,807 bilhão. Os clubes italianos vêm em segundo com gastos de US$ 549,8 milhões e os espanhóis em terceiro com US$ 479,9 milhões. Os times brasileiros gastaram US$ 59,3 milhões, milhões, ficando em décimo lugar.

Por sua vez, os clubes franceses foram os que mais obtiveram dinheiro com a venda de jogadores, somando US$ 617,7 milhões, à frente dos clubes da Alemanha (US$ 560,1 milhões) e da Itália (US$ 541,9 milhões).

Brasil e Portugal

Os clubes brasileiros venderam jogadores que resultaram em US$ 133,2 milhões de receita. Com este resultado, o país ficou, nessa categoria, também em décimo lugar.

A surpresa no mercado de transferência que fechou na semana passada foi Portugal: os clubes portugueses tornaram-se grandes exportadores de jogadores, faturando US$ 470,2 milhões, numa alta de 225% em relação ao mesmo período do ano passado.

No total, a Fifa contabilizou 9.717 transferências internacionais de jogadores entre o começo de junho e o início de setembro, numa alta de 16,2% comparado ao mesmo período do ano passado. A entidade não cita nomes de clubes ou de jogadores. E parece levar em conta as transferências de acordo com a origem da federação regional de futebol.

Registro diferente

Nesse caso, a aquisição de alguns jogadores brasileiros por clubes ingleses, por exemplo, não são registrados como do Brasil. Basta ver o negócio com o atacante Antony: ele passou do Ajax da Holanda para o Manchester United pela soma de 90 milhões de euros, o que parece ser registrado como um negócio entre europeus.

Em cinco anos, segundo os dados da Fifa, os clubes de futebol gastaram US$ 24 bilhões em transferências internacionais de jogadores. Neste ano, mais da metade dos jogadores estava em fim de contrato, em outros casos houve a negociação de transferência permanente de um clube a outro, e de empréstimos de atletas.

Não deixa de chamar atenção as taxas pagas aos agentes, que intermediaram as negociações entre clubes ou entre jogador e clube. Eles ganharam US$ 494,5 milhões somente nos últimos três meses, ou seja, 9,9% do total das transações.

Já os clubes formadores, onde os jogadores deram seus primeiros dribles, só receberam US$ 70 milhões como taxa de compensação, prevista quando o atleta faz transferência de outro clube para um outro em sua carreira.

A Fifa contabiliza também um recorde nas transferências internacionais de jogadoras, com 684 transações, num aumento de 14,4% em relação ao ano passado.

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