Terça-feira, 05 de Julho de 2022

Home Economia Governo espera por mudanças silenciosas na Petrobras sob novo mando

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Auxiliares do presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), têm a expectativa de que Caio Paes de Andrade assuma a presidência da Petrobras até o fim desta semana, dando início a uma estratégia silenciosa de controle dos preços dos combustíveis, o que ajudaria o presidente na sua campanha à reeleição.

Embora líderes do Congresso Nacional tenham pedido uma medida provisória (MP) para mudar a Lei das Estatais imediatamente, na esperança de que apressasse o passo nessa direção, há resistência de técnicos do Ministério da Economia e da Casa Civil. O temor é de serem tachados de intervencionistas. O objetivo é fazer mudanças na política de preços sem alarde e sem prejudicar o discurso do presidente e de seus aliados de pôr a culpa na estatal.

Líderes do Centrão querem que a Petrobras assuma os custos do vale-gás e do voucher caminhoneiro. Nesse caso, não haveria a limitação do teto de gastos e, na visão dos políticos, serviria para a Petrobras melhorar a sua imagem.

O discurso do ministro de Minas e Energia, Adolfo Sachsida, dizendo não ser possível mexer nos preços da Petrobras, foi um balde de água fria para deputados dispostos a quebrar a “independência excessiva” da estatal. Na terça (21), alguns diziam que isso indicava que o governo dá o assunto como “página virada” e que não viam razão para a demissão do antecessor Bento Albuquerque.

Governistas estão satisfeitos em compartilhar o confronto contra a Petrobras com o Congresso, graças à iniciativa do presidente da Câmara dos Deputados Arthur Lira. Assim, Bolsonaro não aparece sozinho contra acionistas privados.

Em conversas com investidores, o deputado federal Alexandre Padilha (PT-SP) tem usado a crise com a Petrobras para exemplificar que Bolsonaro age de forma imprevisível e gera insegurança e promete que, com Lula, será diferente.

CPI da Petrobras

O desejo de Bolsonaro de ver instalada a CPI da Petrobras para apurar os reajustes de preço nos combustíveis não conta sequer com a sua própria base aliada. Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, o PP, legenda comandada pelo ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, que despacha dentro do Palácio Planalto, orientou seus parlamentares a não assinarem o requerimento que pede a instalação da CPI.

A orientação para não assinar o documento foi dada pelo próprio Nogueira.

A situação tem papel crucial na aprovação do requerimento, porque os votos do PP seriam suficientes para, neste momento, confirmar o pedido para instalação da CPI da Petrobras, como deseja Bolsonaro.

Um total de 133 assinaturas foi coletado até agora. São necessárias, porém, 171 assinaturas para que o texto seja encaminhado à presidência da Câmara. Como o PP tem 53 parlamentares, a adesão do grupo já seria suficiente para ultrapassar o mínimo necessário. Ocorre que, até o momento, apenas o deputado Ricardo Barros (PP-PR), que é o líder do governo na Câmara, assinou o requerimento. Todos os demais não se apresentaram.

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