Domingo, 09 de Agosto de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 9 de agosto de 2026
Em meio às tensões entre Brasília e Washington agravadas pelo impasse em torno da nomeação do político republicano Daniel Perez, o indicado do presidente Donald Trump para embaixador dos Estados Unidos no Brasil, fontes do departamento de Estado americano afirmaram que as eleições brasileiras serão respeitadas.
“Respeitamos o povo brasileiro e qualquer governo que eles escolham livremente por meio de eleições livres e justas no Brasil. E temos respeitado e mantido relações com governos de ambos os lados do espectro político no Brasil, e tivemos relações muito bem-sucedidas com eles”, diz a nota.
Segundo as fontes, o governo brasileiro indicou que provavelmente continuará adiando a decisão sobre o agrément até depois das eleições no Brasil, um processo que os diplomatas americanos estimam que ainda deve demorar bastante para ocorrer.
Na sexta-feira (7), o Senado dos Estados Unidos aprovou a indicação de Perez para ocupar o cargo de embaixador do país no Brasil. No entanto, o aval do governo Lula para que ele assuma o cargo ainda está pendente.
A nota aponta, ainda, que o atraso na nomeação ocorre em meio a outras tensões diplomáticas. Em março, o Brasil negou vistos para uma delegação americana que participaria de um fórum sobre minerais críticos. Recentemente, vistos de viagem de rotina também foram negados a oficiais de alto escalão do Bureau de Democracia, DRL (Direitos Humanos e Trabalho).
A resposta do departamento de Estado aponta a recusa dos vistos brasileiros aos diplomatas americanos e o atraso para a concessão de agrément como motivos que resultaram em uma medida recíproca contra a embaixadora do Brasil nos Estados Unidos, Maria Luiza Viotti, que teve o visto revogado.
De acordo com a nota, a intenção da medida é deixar claro que as limitações impostas não podem funcionar de forma unilateral.
Crise diplomática
A crise entre o Brasil e os Estados Unidos, que nas últimas semanas foi tomada por troca de hostilidades no campo diplomático, deu uma pausa nos últimos dias. Chancelarias de ambos os lados atuam para tentar conter uma escalada que poderia afastar as relações entre os dois países de uma maneira histórica.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em discurso realizado durante visita ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em São Paulo, criticou, na sexta-feira, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, mas destacou que mantém diálogo com Donald Trump.
Lula relembrou os encontros que teve com o presidente dos Estados Unidos e disse que há diálogo. “Eu e o Trump já tivemos algumas reuniões. Ele sempre me tratou com muito respeito. Eu o trato com muito respeito. Quando eu me encontrei com o Trump na Malásia, eu disse ao Trump: ‘Olhe Trump, nós somos dois homens de 80 anos. Eu já fiz 80 anos. Ele fez agora dia 14 de julho. Então, eu sou um pouco mais velho que você. E a gente tem que passar para o mundo a responsabilidade das duas maiores democracias do mundo, que têm uma relação diplomática com 201 anos’”, afirmou.
No entanto, em relação a Marco Rubio, afirmou que o secretário do governo Trump odeia a América Latina e o Brasil. “Ele é um anti-latino-americano ou um latino-americano frustrado, porque ele foi embora de Cuba, o avô dele, o bisavô, é de lá, ele nunca morou em Cuba. Mas ele foi embora, é um descendente de cubano de Miami, então ele odeia. Odeia Cuba, odeia a Colômbia, odeia o Brasil. E ele faz as coisas diferentes daquilo que a gente conversa com o Trump”, afirmou Lula. (Com informações do jornal Correio Braziliense e do portal CNN)
Por Redação Rádio Pampa | 9 de agosto de 2026
Em meio às tensões entre Brasília e Washington agravadas pelo impasse em torno da nomeação do político republicano Daniel Perez, o indicado do presidente Donald Trump para embaixador dos Estados Unidos no Brasil, fontes do departamento de Estado americano afirmaram que as eleições brasileiras serão respeitadas.
“Respeitamos o povo brasileiro e qualquer governo que eles escolham livremente por meio de eleições livres e justas no Brasil. E temos respeitado e mantido relações com governos de ambos os lados do espectro político no Brasil, e tivemos relações muito bem-sucedidas com eles”, diz a nota.
Segundo as fontes, o governo brasileiro indicou que provavelmente continuará adiando a decisão sobre o agrément até depois das eleições no Brasil, um processo que os diplomatas americanos estimam que ainda deve demorar bastante para ocorrer.
Na sexta-feira (7), o Senado dos Estados Unidos aprovou a indicação de Perez para ocupar o cargo de embaixador do país no Brasil. No entanto, o aval do governo Lula para que ele assuma o cargo ainda está pendente.
A nota aponta, ainda, que o atraso na nomeação ocorre em meio a outras tensões diplomáticas. Em março, o Brasil negou vistos para uma delegação americana que participaria de um fórum sobre minerais críticos. Recentemente, vistos de viagem de rotina também foram negados a oficiais de alto escalão do Bureau de Democracia, DRL (Direitos Humanos e Trabalho).
A resposta do departamento de Estado aponta a recusa dos vistos brasileiros aos diplomatas americanos e o atraso para a concessão de agrément como motivos que resultaram em uma medida recíproca contra a embaixadora do Brasil nos Estados Unidos, Maria Luiza Viotti, que teve o visto revogado.
De acordo com a nota, a intenção da medida é deixar claro que as limitações impostas não podem funcionar de forma unilateral.
Crise diplomática
A crise entre o Brasil e os Estados Unidos, que nas últimas semanas foi tomada por troca de hostilidades no campo diplomático, deu uma pausa nos últimos dias. Chancelarias de ambos os lados atuam para tentar conter uma escalada que poderia afastar as relações entre os dois países de uma maneira histórica.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em discurso realizado durante visita ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em São Paulo, criticou, na sexta-feira, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, mas destacou que mantém diálogo com Donald Trump.
Lula relembrou os encontros que teve com o presidente dos Estados Unidos e disse que há diálogo. “Eu e o Trump já tivemos algumas reuniões. Ele sempre me tratou com muito respeito. Eu o trato com muito respeito. Quando eu me encontrei com o Trump na Malásia, eu disse ao Trump: ‘Olhe Trump, nós somos dois homens de 80 anos. Eu já fiz 80 anos. Ele fez agora dia 14 de julho. Então, eu sou um pouco mais velho que você. E a gente tem que passar para o mundo a responsabilidade das duas maiores democracias do mundo, que têm uma relação diplomática com 201 anos’”, afirmou.
No entanto, em relação a Marco Rubio, afirmou que o secretário do governo Trump odeia a América Latina e o Brasil. “Ele é um anti-latino-americano ou um latino-americano frustrado, porque ele foi embora de Cuba, o avô dele, o bisavô, é de lá, ele nunca morou em Cuba. Mas ele foi embora, é um descendente de cubano de Miami, então ele odeia. Odeia Cuba, odeia a Colômbia, odeia o Brasil. E ele faz as coisas diferentes daquilo que a gente conversa com o Trump”, afirmou Lula. (Com informações do jornal Correio Braziliense e do portal CNN)