Terça-feira, 25 de Junho de 2024

Home Variedades Gretchen sobre violência doméstica: “Tive que me anular várias vezes como artista para evitar agressões”

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Gretchen – que sempre foi uma mulher independente e forte – já passou por alguns relacionamentos abusivos na sua vida. Criada em um período em que a violência do marido contra a parceira era normalizada, inclusive por novelas, a cantora muitas vezes se calou e se anulou diante de agressões verbais, físicas e psicológicas.

“Eu passei por violência doméstica de todo tipo. Fui agredida fisicamente, psicologicamente e emocionalmente, de todas as formas. Em alguns relacionamentos menos tempo e em outros mais. Eu tive que me anular várias vezes como artista para evitar as agressões. Inclusive ele colocava uma pessoa no meu escritório para controlar os meus shows, mentir que as minhas datas estavam ocupadas para os contratantes e assim eu não poder trabalhar. Já vivi sete anos com isso. Mas nunca precisei procurar ajuda. Eu percebia que aquilo não era uma coisa correta, mas a gente foi criada em uma sociedade que dizia que isso era normal, que não era para você contestar isso. Na minha época não existia isso de denunciar. Era uma cultura de que a mulher apanhava do marido e isso era uma coisa normal. Uma ideia que passavam de geração em geração. Então, por isso, fui levando até o momento em que eu amadureci e fiquei mais forte. Eu mesma tomei a decisão”, explica.

Ajudar outras mulheres a recuperarem sua saúde emocional e a serem reinseridas no mercado de trabalho se tornou uma missão para a artista, que é madrinha do Ocitocine-se.

Junto com a ONG Mulher Reviva, o projeto fornece oficinas profissionalizantes de beleza, tecnologia e culinária. O músico Esdras de Souza, que é marido de Gretchen, também contribui com a musicoterapia. Além disso, todas as participantes do projeto posarão para um ensaio para o renomado fotógrafo Angelo Pastorello, que vai compor um livro com 100% da renda revertida para a casa de Apoio Mulher Reviva.

“Esse projeto vai cuidar, proteger e restaurar a autoestima da mulher que sofreu a violência doméstica. O Esdras fez a pós em musicoterapia exatamente porque acha importante restaurara a autoconfiança e autoestima dessas mulheres”, diz.

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