Segunda-feira, 04 de Julho de 2022

Home Comportamento Há cinco maneiras de demonstrar amor. Veja qual é a sua

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Não existe nada mais universal do que o amor, mas será que sua forma de demonstrar também pode ser entendida por todos? No final dos anos 1990, o pastor e conselheiro matrimonial Gary Chapman lançou o livro As 5 Linguagens do Amor explicando que nem todo mundo mostra seu afeto da mesma forma.

No começo, a obra foi entendida como mais uma da lista de autoajuda. Anos depois, traduzida para mais de 50 idiomas e com mais de 10 milhões de cópias vendidas pelo mundo, seu sucesso é inegável.

Segundo Chapman, cada indivíduo nasce com uma maneira específica de identificar, receber e dar amor. Normalmente, essa linguagem primária está relacionada a nossa infância e como nossos responsáveis demonstravam amor. Elas são divididas em cinco grandes grupos: palavras de afirmação, atos de serviço, tempo de qualidade, presentes e toque físico.

Os entrevistados procurados pela reportagem foram categóricos em afirmar que essas não são as únicas, porém, são grandes generalizações que ajudam o outro a entender que nem sempre a sua maneira de dar afeto é igual à do outro.

“O livro propõe uma conscientização da forma como o outro espera ser atendido na relação”, sintetiza a terapeuta de relacionamentos Cris Monteiro. “O sentimento tem uma ligação com três pilares que o sustentam: interesse, admiração e merecimento. Então nos interessamos uns pelos outros – com expectativas, interesses – e quando isso é atendido, ou seja nossa linguagem é entendida, imediatamente admiramos o outro. Quando admirados, a gente também se doa e atende o outro.”

“Você é incrível”, “Vai tudo dar certo no trabalho”, “Adoro quando você faz isso”. Elogios, declarações e incentivos são sempre gostosos de escutar. Mas para pessoas que têm palavras de afirmação como sua linguagem do amor, essa escuta é mais valorizada.  Assim como os abraços, cafunés e massagens são muito mais do que um carinho espontâneo para aqueles que levam o toque físico como linguagem primária. E o mesmo se dá com os que preferem os presentes. Diferentemente do que pensam, nessa linguagem o que menos importa é o valor financeiro, mas sim o simbolismo do gesto.

‘Tanque emocional’

Quando gostamos de alguém, esses atos surgem naturalmente. No entanto, segundo o autor, cada um de nós tem um “tanque emocional” que, quando vazio, permite que o relacionamento se desgaste, aumentando decepções, brigas e inseguranças. A forma de encher esse tanque seria falando a linguagem certa de maneira genuína.

As outras duas linguagens do amor já são mais específicas – porém, não menos importantes e necessárias em qualquer relacionamento. O tempo de qualidade talvez seja o fator de maior importância nos dias atuais. Essas pessoas sentem necessidade de um tempo dedicado exclusivamente a elas, com conversas, passeios e encontros. Nada de divisão de atenção com o celular, por exemplo. Já os atos de serviço pedem por ajudinhas no dia a dia, como lavar a louça, cozinhar seu prato favorito, arrumar a cama ou trocar a fralda do bebê.

Nem sempre a maneira como você gosta de receber amor é a mesma de seu par. Esse foi um dos maiores aprendizados de André, de 57 anos, e Mônica Martim, de 53, casados há 32 anos. “Intuitivamente a gente pressupõe que a pessoa tem a mesma linguagem de amor que nós temos. Então a gente acaba se esforçando para corresponder o amor da pessoa em uma linguagem que não é a dela. Isso acaba gerando uma frustração em ambas as partes, porque a pessoa não se sente amada na devida proporção e aquele que entrega também se frustra quando não vê resultado”, conta André.

Teste

Atualmente, o público jovem continua a popularização das cinco linguagens do amor graças aos testes na internet. Você pode fazer o oficial, em inglês, pelo site 5lovelanguages.com/quizzes/love-language.

“À medida que a intimidade vai aumentando com uma pessoa, seja amigo, família, você pode perguntar: o que é realmente importante para você? E isso facilita muito a forma certa de você manifestar esse carinho. Hoje, esse tipo de pergunta não é tão mais incomum”, diz Mônica. “Quando você ama a pessoa, você quer fazê-la feliz. O resto é consequência. Você aprende pela outra”, conclui o marido.

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