Terça-feira, 17 de Maio de 2022

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Hospitais públicos e privados em várias partes do País relatam aumento do número de internações de crianças e adolescentes pela covid-19 e abrem leitos para dar conta da demanda. Com o avanço da variante ômicron, altamente transmissível, e ainda baixas taxas de vacinação infantil, a população pediátrica se torna mais vulnerável à doença.

No Hospital Israelita Albert Einstein, na capital paulista, são dez pacientes menores de 18 anos internados com a covid-19 – oito deles em unidades de terapia intensiva (UTIs). Um mês atrás, não havia nenhum. Já no Sabará Hospital Infantil, o número de crianças e adolescentes internados com suspeita ou confirmação de covid triplicou do fim do ano passado até a última quarta-feira (26).

“A covid não é leve em crianças. Estamos vendo isso pelo número de crianças internadas”, diz Linus Fascina, gerente-médico do Departamento Materno-Infantil do Einstein. No hospital, os leitos são disponibilizados conforme a demanda. Segundo o médico, as crianças têm quadros de diarreia e inflamações e, em alguns casos, podem precisar de tratamento intensivo para receber hidratação e remédios.

“(A covid-19) pode afetar a musculatura do coração, uma ou outra criança precisou de drogas que ajudassem o coração a bater com intensidade mais adequada.” Também preocupam os casos de síndrome inflamatória multissistêmica em crianças, complicação que ocorre de duas a quatro semanas após a infecção e se manifesta por inflamações na pele e problemas cardíacos.

Outros Estados, como o Amazonas, também tiveram alta nas internações infantis. Só em Manaus, havia cinco crianças internadas em UTIs com a covid-19 e 49 em leitos de enfermaria na terça-feira (25), segundo boletim da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas. Vinte e cinco dias atrás, não havia crianças internadas em UTIs para covid-19 em Manaus e, em leitos clínicos, eram três. A Secretaria Estadual da Saúde afirmou que vem ampliando os leitos de UTI e de enfermaria.

No Distrito Federal, todos os nove leitos de UTI pediátricos para doenças que exigem isolamento estão ocupados – quatro deles com crianças já diagnosticadas com covid-19.

Já na Bahia, dos 29 leitos de UTI pediátrica, 27 estavam ocupados (93%). A taxa era um pouco menor, de 78%, para as enfermarias. Referência no tratamento de doenças infectocontagiosas, o Hospital Couto Maia, na capital baiana, pretende usar até um centro cirúrgico desativado para abrir nova ala com mais dez leitos de enfermaria pediátrica por causa da grande demanda.

“Essa é a primeira vez que precisamos aumentar o número de leitos pediátricos no hospital. Houve um período da pandemia em que chegamos a desativar leitos pediátricos para atender à maior demanda de pacientes adultos. Agora estamos vivendo uma situação contrária”, diz Ceuci Nunes, diretora do Couto Maia.

Em Curitiba, o Hospital Pequeno Príncipe, referência no atendimento de crianças e adolescentes, já tem mais casos confirmados de covid-19 nos 26 primeiros dias deste ano do que em todo o ano de 2020. Dos dez leitos de UTI, sete estão ocupados.

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