Terça-feira, 24 de Maio de 2022

Home Mundo “Improvável que tropas britânicas lutem na Ucrânia”, diz secretária do Reino Unido

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É muito improvável que soldados britânicos sejam enviados para lutar ao lado de tropas ucranianas no caso de uma invasão russa, disse a secretária de Relações Exteriores, Liz Truss, neste domingo (30). Truss também afirmou que é “altamente provável” que a Rússia esteja tentando invadir a Ucrânia.

“Isso é muito improvável [tropas britânicas na Ucrânia]. Trata-se de garantir que as forças ucranianas tenham todo o apoio que pudermos dar a elas”. Já o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, disse que o país contribuiria para qualquer novo movimento da Otan na sequência de um ataque, enquanto o presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou que “o custo será muito elevado” se Putin decidir invadir.

Possível invasão

As tensões entre a Ucrânia e a Rússia estão em seu ponto mais alto dos últimos anos, com uma tropa russa a postos próxima à fronteira entre as duas nações, levantando temores de que Moscou possa iniciar uma invasão nas próximas semanas ou meses.

A Rússia acumulou milhares de soldados em sua fronteira com a Ucrânia, provocando temores de que o presidente russo, Vladimir Putin, planeja uma incursão. O governo russo negou repetidamente. Já o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse que outros líderes mundiais estão exagerando na probabilidade de uma guerra entre seu país e a Rússia, causando “pânico” e desestabilizando a economia de Kiev.

Preocupações econômicas

As consequências econômicas de uma invasão são vistas como incógnitas, mas existem possíveis efeitos de impactos que têm preocupado especialistas desde que o acúmulo de militares russos perto da fronteira ucraniana ficou claro. De forma mais direta, uma perturbação da produção agrícola da Ucrânia poderia ter um forte impacto no fornecimento de alimentos.

O país é um dos quatro maiores exportadores de grãos do mundo. Espera-se que seja responsável por cerca de um sexto das importações mundiais de milho nos próximos cinco anos, segundo projeções do Conselho Internacional de Grãos. E, consequentemente, impactos diretos na sua produção poderão trazer resultados na oferta de determinados gêneros alimentícios.

Entretanto, mais importante é o impacto potencial mais amplo sobre o fornecimento de energia e as consequências de duras sanções ocidentais para a Rússia que aconteceriam após uma invasão.

A Rússia fornece cerca de 30% do gás natural da União Europeia. Os suprimentos provenientes do país desempenham um papel vital na produção de energia e no aquecimento doméstico em toda a Europa Central e Oriental.

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