Quarta-feira, 19 de Janeiro de 2022

Home em foco Incêndio em prédio residencial de Nova York deixa ao menos 19 mortos

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Ao menos 19 pessoas, entre elas nove crianças e adolescentes, morreram no sábado (8) durante um incêndio em um edifício residencial no distrito nova-iorquino do Bronx, afirmaram autoridades da cidade. O incidente, que teria começado em um aquecedor elétrico, foi descrito pelas autoridades como um dos piores na História recente da cidade.

De acordo com a imprensa local, 63 pessoas ficaram feridas e ao menos 32 delas foram levadas para hospitais da região em estado grave. Mais de 200 bombeiros foram deslocados para apagar as chamas, que começaram por volta das 11h (13h, hora do Brasil) em um apartamento duplex no segundo e no terceiro andar.

Os bombeiros chegaram no edificío popular de 19 andares na região de Tremont, no Bronx, cerca de três minutos após o chamado e afirmaram que a fumaça tomou rapidamente todas as unidades do prédio. Segundo o comissário dos Bombeiros, Daniel Nigro, as evidências inciais apontam para o aquecedor, mas as investigações continuam: “Os bombeiros determinaram por meio de evidências físicas e relatos de primeira mão dos moradores que o incidente começou em um quarto, em um aquecedor elétrico portátil”, disse ele.

As equipes de resgate que ingressaram no local encontraram vítimas “em todos os andares”, muitas delas em paradas cardiorrespiratória. Um fotógrafo da agência Reuters na cena do incêndio relatou ter visto equipes de emergência tentando ressuscitar ao menos oito pessoas.

“Os números são horríveis”, disse o prefeito recém-empossado, em uma entrevista coletiva. “Esse será um dos piores incêndios que vamos testemunhar nos tempos modernos na cidade de Nova York.”

Nigro disse que a porta do apartamento em que o fogo começou foi deixada aberta, o que ajudou as chamas a se espalharem de forma “sem precedentes”. Segundo ele, havia alarmes de incêndio em todo o edifício, mas não está claro se funcionaram ou não.

Um dos moradores do prédio, Wesley Patterson, disse ao New York Times que tomava banho quando sua namorada o alertou sobre a fumaça, que rapidamente tomou o apartamento.

“A gente só tentava respirar”, disse ele, que queimou as mãos tentando quebrar uma janela.

Este foi o segundo grande incêndio em edifícios residenciais nos EUA na última semana, após 12 pessoas, entre elas oito crianças, morrerem em um prédio popular na Filadélfia. Ambos os incidentes já despertam indagações sobre os protocolos de segurança em prédios populares e conjuntos habitacionais no país.

O deputado democrata Ritchie Torres, cujo distrito engloba a região do Bronx onde fica Tremont, disse ao canal MSNBC que “décadas de falta de investimento” em prédios populares são um risco para a vida dos moradores e os deixam “sujeitos a incêndios catastróficos que podem custar a vida das pessoas”.

De acordo com registros da cidade, o prédio na rua 181, perto da avenida Tiebourt, tem 120 unidades e foi construído em 1972. Ele pertence à joint venture Bronx Park Phase III, composta por três firmas. A empresa não respondeu imediatamente aos pedidos da Reuters sobre registros de inspeções de segurança, mas emitiu uma declaração por meio de um porta-voz afirmando estar “devastada com as perdas inimagináveis de vidas causadas por esta tragédia”.

Segundo o site Affordable Housing On-line, especializado em informações sobre moradias populares, o prédio destina parte de suas unidades para famílias de baixa renda.

“Eu estou horrorizada com o incêndio devastador no Bronx”, disse a governadora de Nova York, Kathy Hochul, em seu Twitter. “Meus sentimentos estão com todos os parentes e amigos daqueles que perdemos tragicamente, com todos os que foram impactados e com os bombeiros da FDNY (o Corpo de Bombeiros nova-iorquino).

Funcionários locais disseram ao New York Times que o incidente de ontem lembrou o incêndio na boate Happy Land, em 1990, também no Bronx, que matou 87 pessoas. O local, que operava ilegalmente, não tinha sistema de sprinklers, pequenos chuveiros acionados em caso de fumaça, e tinha várias de suas saídas de emergência obstruídas.

A investigação descobriu que as chamas foram iniciadas propositalmente por Julio Gonzalez, um homem que havia brigado com a namorada, uma funcionária do local, e foi expulso da casa de festas. O incêndio mais letal da cidade, por sua vez, ocorreu há 101 anos, em uma fábrica téxtil em Manhattan.

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