Sábado, 11 de Julho de 2026

Home Economia Inflação de junho é a menor para o mês em 3 anos, mas ainda está acima do teto da meta estabelecida pelo Banco Central

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A inflação de junho foi a menor para o mês em três anos. Mas ainda está acima do teto da meta estabelecida pelo Banco Central (BC), de 4,50%. O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), considerado o índice oficial de inflação no Brasil, subiu 0,16% em junho, ante 0,58% em maio. No acumulado em 12 meses, o índice ficou em 4,64%, abaixo da variação de 4,72% apurada até maio.

Os preços dos alimentos tiveram a primeira queda desde novembro de 2025 e ajudaram a inflação oficial fechar o mês de junho em 0,16%. O resultado mensal do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) é o menor desde outubro de 2025.

O dado de junho mostra que a inflação perdeu força pelo quarto mês seguido. Em maio, o índice era de 0,58%. Em 12 meses, o IPCA soma 4,64%, ainda acima da meta do governo de até 4,5%, mas abaixo do acumulado até maio, quando era 4,72%. Em junho de 2025, o IPCA foi de 0,24%.

Os dados foram divulgados na sexta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No semestre, a inflação acumulada fica em 3,36%. Veja o comportamento da inflação oficial nos últimos meses:

– Junho: 0,16%;

– Maio: 0,58%;

– Abril: 0,67%;

– Março: 0,88%;

– Fevereiro: 0,70%;

– Janeiro: 0,33%.

O IPCA do mês passado veio abaixo da estimativa do mercado. O relatório Focus da última segunda-feira (6), sondagem do Banco Central (BC) com agentes do mercado financeiro, projeta que a inflação de junho ficaria em 0,32%. Para o fim de 2026, a projeção do mercado é de 5,3%.

Alimentos

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE, os alimentos representaram a maior pressão de baixa de preços.

Confira os desempenhos e os impactos em pontos percentuais (p.p.):

– Alimentação e bebidas: -0,24% (-0,05 p.p.);

– Habitação: 0,63% (0,10 p.p.);

– Artigos de residência: 0,23% (0,01 p.p.);

– Vestuário: 0,17% (0,01 p.p.);

– Transportes: 0,17% (0,03 p.p.);

– Saúde e cuidados pessoais: 0,23% (0,03 p.p.);

– Despesas pessoais: 0,25% (0,02 p.p.);

– Educação: -0,02% (0,00 p.p.);

– Comunicação: 0,19% (0,01 p.p.).

Dentro do grupo alimentação, a alimentação no domicílio ficou em média 0,39% mais barata.

É a primeira deflação (inflação negativa) desde novembro de 2025 e o menor número desde agosto de 2025 (-0,83%). Já a alimentação fora do domicílio ficou em 0,15%.

Entre os produtos alimentícios, os que mais puxaram o IPCA para baixo foram:

– Café moído: -3,72% (-0,02 p.p.);

– Frutas: -1,58% (-0,02 p.p.);

– Carnes: -0,64% (-0,02 p.p.);

– Açaí (emulsão): -14,41% (-0,01 p.p.);

– Óleo de soja: -2,78% (-0,01 p.p.);

– Tomate: -2,02% (-0,01 p.p.).

De acordo com o analista da pesquisa, Fernando Gonçalves, o recuo dos preços dos alimentícios mostram uma tendência e representam devolução de altas recentes e maior oferta de alguns produtos, como o tomate.

Habitação

A maior pressão de alta ficou com o grupo habitação. Dentro desse grupo fica o custo da energia elétrica, que subiu 1,53%, sendo o elemento que mais contribuiu para a inflação no mês. A explicação está na manutenção da bandeira tarifária amarela, com acréscimo na conta de luz de R$ 1,885 a cada 100 quilowatt-hora (kWh) consumidos, além de reajustes em Porto Alegre, Curitiba, Belo Horizonte e Rio de Janeiro.

Como o IPCA é um índice nacional, os reajustes locais entram no cálculo da inflação média do país.

Transportes

Dentro do grupo transportes, as passagens aéreas (7,12%) puxaram a inflação para cima, enquanto os combustíveis ficaram 0,48% mais baratos:

– etanol: -3,09%;

– óleo diesel: -1,19%;

– gás veicular: -0,19%;

– gasolina: -0,12%.

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