Sexta-feira, 11 de Setembro de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 11 de setembro de 2026
O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), que mede a inflação oficial do Brasil, ficou em -0,32% em agosto, 0,39 ponto percentual abaixo da taxa registrada em julho, de acordo com dados divulgados nesta sexta-feira (11) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Essa é a maior deflação mensal registrada pelo índice desde agosto de 2022, quando o IPCA caiu 0,36%. No ano, no entanto, o IPCA acumula alta de 3,11%. Nos últimos 12 meses, o índice ficou em 4,22%, abaixo dos 4,44% dos 12 meses imediatamente anteriores. Em agosto de 2025, a variação havia sido de -0,11%.
Habitação (-1,87%), transportes (-0,86%), alimentação e bebidas (-0,34%) e comunicação (-0,09%) tiveram deflação. As altas oscilaram entre 0,12% de vestuário e 1,30% de despesas pessoais.
Despesas pessoais foi o grupo de maior variação (1,3%) e impacto (0,13 ponto percentual), impulsionado pela alta no preço do cigarro (19,59%), que apresentou o maior impacto positivo no resultado do mês (0,11 ponto percentual).
A queda em habitação (-1,87%), o menor resultado para um mês de agosto desde o Plano Real, veio da contribuição de -0,33 ponto percentual da energia elétrica residencial, que recuou 7,63% no mês.
A deflação em transportes (-0,86%) reflete as quedas de 13,17% nas passagens aéreas e de 0,91% nos combustíveis, com recuos no etanol (-3,95%), óleo diesel (-0,80%) e gasolina (-0,59%). O gás veicular subiu 2,62%.
No grupo alimentação e bebidas, as principais quedas foram na batata-inglesa (-19,89%), cenoura (-11,22%), cebola (-11,07%), tomate (-10,94%), ovo de galinha (-4,15%) e café moído (-1,86%). No lado das altas, destacam-se o leite longa vida (1,78%), frutas (0,84%) e carnes (0,61%).