Terça-feira, 26 de Maio de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 18 de fevereiro de 2024
Um integrante da comitiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na viagem a Adis Abeba, na Etiópia, teve um princípio de surto e precisou ser contido por agentes do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).
A pessoa que que teve a crise, segundo informações, teria agredido verbalmente outro integrante da comitiva no hotel Skylight, onde o presidente, ministros de Estado e auxiliares se hospedaram.
Lula viajou acompanhado dos ministros Mauro Vieira (Relações Exteriores), Wellington Dias (Desenvolvimento e Assistência Social), Luciana Santos (Ciência, Tecnologia e Inovação), Anielle Franco (Igualdade Racial), Silvio Almeida (Direitos Humanos e Cidadania) e Vinícius Marques de Carvalho (CGU).
Representantes do governo brasileiro informaram que nenhum ministro ou pessoa próxima ao presidente estava envolvido no incidente. Fontes indicam que se tratava de um indivíduo sem cargo de alto escalão em nenhum ministério.
O ocorrido envolveu agressões verbais a outro membro da comitiva no hotel Skylight, onde o presidente e sua equipe estavam hospedados. O agente do GSI interveio para conter a situação até que a pessoa se acalmasse.
No momento do princípio da crise, nenhum dos ministros estava presente. O presidente Lula ainda estava no quarto do hotel no momento do acontecimento.
Apesar do ocorrido, Lula cumpriu normalmente os seus compromissos em seu último dia na capital etíope. O mandatário embarcou de volta ao Brasil no início da tarde — início da manhã no horário de Brasília.
Momentos de tensão
Membros da comitiva brasileira enfrentaram situação semelhante no voo de ida para o país africano. Um passageiro, cuja identidade e nacionalidade não foram divulgadas, morreu após passar mal durante um voo da Ethiopian Airlines que transportava ministros do governo para a Etiópia. O incidente ocorreu durante a primeira metade da viagem, que durou mais de dez horas.
O voo tinha entre seus passageiros Vinicius Marques de Carvalho, da Controladoria-Geral da União; Anielle Franco, da Igualdade Racial; Wellington Dias, do Desenvolvimento Social; e Silvio Almeida, dos Direitos Humanos. Segundo relatos, o homem sofreu um surto, gritou descontroladamente e tentou abrir a porta do avião em pleno voo, antes de ser contido com a ajuda dos policiais federais responsáveis pela segurança da comitiva brasileira, convulsionar e falecer.
Os momentos de tensão ocorreram aproximadamente duas horas após o início do voo. Após a situação ser controlada, o homem foi colocado em uma das cadeiras da aeronave e coberto. Quando questionadas sobre o estado de saúde do passageiro, as comissárias de bordo afirmaram que ele estava dopado. A informação sobre o falecimento só foi divulgada ao final do trajeto, cerca de 10 horas após o incidente.
A Ethiopian Airlines manteve a privacidade do passageiro, limitando-se a dizer que “todas as medidas necessárias já foram devidamente tomadas”, sem revelar mais detalhes sobre a causa da morte ou informações pessoais.