Segunda-feira, 17 de Agosto de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 17 de agosto de 2026

O governador Eduardo Leite apresentou oficialmente a Expointer 2026 em cerimônia no Palácio Piratini, com a presença de secretários e autoridades estaduais. Ele destacou a força da agricultura familiar e a relevância da feira para o agronegócio gaúcho: “Mais de 500 expositores da nossa agricultura familiar, que é sempre um espaço muito desejado por aqueles que visitam a nossa Expointer. E, como sempre será, a nossa Expointer é também um espaço de debates sobre os desafios do setor, aquilo que o poder público precisa, nas suas diversas dimensões, desde o Estado à União, dirigir ao nosso agronegócio.”
Leite anunciou que esta será a primeira edição carbono neutro: “Pela primeira vez nós vamos ter uma Expointer sustentável, no sentido de ser carbono neutro nas suas emissões. Fizemos um edital de chamada pública, é feito todo o inventário das emissões que a própria feira acaba gerando, e há uma compra de créditos de carbono para mitigar, para compensar o que a feira gera. Isso tudo com acreditação junto a organismos internacionais e é mais uma demonstração do nosso esforço de termos um agronegócio cada vez mais sustentável no nosso Estado.”
O governador lembrou que o Rio Grande do Sul enfrenta grandes desafios climáticos: “O Estado que passou pelo desastre climático que nós passamos aumenta muito a sua consciência, não apenas do ponto de vista da adaptação climática, mas também de darmos a nossa contribuição como território para reduzir a velocidade das mudanças climáticas.”
Entre os temas centrais da feira, Leite apontou a dívida rural e a necessidade de investimentos em irrigação: “Estamos num processo de diálogo relacionado a uma prorrogação da suspensão do pagamento da dívida do Estado para fazer investimentos em irrigação. Conseguimos um acordo positivo com a União para suspender pagamento da dívida para investir em resiliência climática voltada às enchentes. Mas o Estado tem tido grandes perdas econômicas por falta de chuvas também, que afetam a nossa produtividade agrícola. É importante que a União nos ajude a financiar irrigação, correção de solos e melhoramento da produtividade.”
Ele ressaltou que a Expointer é também espaço de debate político: “A Expointer é sempre uma oportunidade de debates políticos, não político-eleitoral simplesmente, mas da política dirigida ao setor. Num ano eleitoral, naturalmente, se reveste em especial relevância. Afinal, pré-candidatos, seja à presidência da República ou ao governo do Estado, vão circular pela feira e vão ter a oportunidade, na interação com o setor, de assumir compromissos em relação ao agronegócio gaúcho.”
Ao falar sobre impacto econômico, Leite concluiu: “Não tenho dúvida que como feira, como evento, por si só, já é muito relevante, mas principalmente pelos negócios que se estabelecem lá, ou pelas aproximações que ela gera e que no período subsequente acabam se transformando em negócios. É altamente relevante para a economia do nosso Estado, em muitas formas e dimensões.”
A cerimônia no Palácio Piratini reforçou a dimensão política e econômica da Expointer, que além de ser vitrine do agronegócio, se consolida como espaço de inovação, sustentabilidade e diálogo sobre os rumos da produção rural no Rio Grande do Sul. (por Gisele Flores – gisele@pampa.com.br)