Terça-feira, 16 de Abril de 2024

Home Economia Intenção de consumo das famílias brasileiras cresce 1,4% em setembro

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A ICF (Intenção de Consumo das Famílias) no Brasil registrou 84,4 pontos no mês de setembro, avançando 1,4% em relação a agosto. Os dados foram divulgados pela CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo) nesta quinta-feira (22). Segundo a entidade, o resultado é puxado pela melhora na avaliação no mercado de trabalho e da renda atual.

Neste ano, o ICF teve altas consecutivas em todos os meses, no entanto, ainda está abaixo do patamar de 100 pontos, que indica satisfação, com teto de 200.

Entre as sete categorias analisadas pela CNC, duas ficaram acima do nível de otimismo em setembro: emprego atual (112,2 pontos, aumento de 1,2% em relação a agosto) e perspectiva profissional (103,4 pontos, alta de 1,4% no comparativo com o mês anterior).

A perspectiva profissional havia registrado queda em agosto. Já na nova pesquisa, 47,1% dos entrevistados têm uma perspectiva positiva para o emprego nos próximos seis meses.

“A gente pode ver pelos dados do IBGE [Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística] que o nível de desemprego está cada vez menor, atingiu 9,1% [no trimestre encerrado em julho], o menor nível desde 2015. Ou seja, as pessoas estão sendo mais empregadas e esperam que essa sensação permaneça nos próximos meses”, afirmou Catarina Carneiro, economista da CNC.

“Essa melhora do mercado de trabalho faz com que uma maior parte da população esteja assalariada e, com isso, tenha uma maior renda”, completou.

A categoria de renda atual quase chegou a 100 pontos e somou 99,1 em setembro, sendo o segundo componente de maior influência da Intenção de Consumo das Famílias deste mês. Segundo o levantamento, “contribuíram para isso o aumento do valor do Auxílio Brasil e a recuperação de parte do poder de compra decorrente das deflações de julho e agosto.”

Para as famílias com renda de até dez salários mínimos, a avaliação da renda atual foi de 94,2 pontos, crescimento de 2,2% em relação a agosto. Já para os brasileiros com ganhos de mais de dez salários mínimos, o resultado foi de 122,1 pontos, alta de 1,9%.

A CNC também destaca que a categoria de perspectiva de consumo acelerou 1,2% em setembro, com 80,6 pontos. Se a renda atual teve maior crescimento entre as camadas de renda baixa, na perspetiva de consumo, o aumento foi de 2,9% nas famílias com mais de dez salários mínimos (93,1 pontos) e 0,6% nas com menos de dez salários mínimos (77,9 pontos). A avaliação é que os consumidores mais pobres ainda estão cautelosos por conta da vulnerabilidade econômica.

O ICF analisa 18 mil questionários mensais de todas as unidades da federação. Em setembro, a única categoria com queda na variação anual foi a de momento para duráveis, que registra a menor pontuação, 42,9 em setembro e uma redução de 0,2% em 2022, resultado dos juros altos.

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