Domingo, 08 de Fevereiro de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 8 de fevereiro de 2026
Durante feriados prolongados, como o carnaval, especialistas recomendam atenção redobrada ao consumo de bebidas alcoólicas. Embora opções como vinho branco e espumantes sejam consideradas mais leves, as bebidas mais presentes entre os foliões costumam ser cerveja, catuaba e caipirinha. Entre elas, a cerveja é a menos calórica, com pouco mais de 100 calorias por lata. Ainda assim, o consumo excessivo de qualquer bebida alcoólica costuma resultar em sintomas de ressaca, que comprometem os dias seguintes de descanso.
O álcool atua no organismo como uma toxina. Por ter efeito diurético, estimula a produção de urina e favorece a desidratação. Também irrita o revestimento do estômago, podendo causar náuseas, além de provocar dilatação dos vasos sanguíneos, o que contribui para dores de cabeça. Outro efeito é a queda dos níveis de glicose no sangue, responsável por tremores, fadiga e sensação de fraqueza. O consumo excessivo ainda desencadeia reações inflamatórias no sistema imunológico.
Os sintomas mais comuns da ressaca incluem mal-estar geral, dor de cabeça, fadiga, náusea, boca seca, sede, falta de apetite e alterações cognitivas, como dificuldade de concentração. Em geral, esses sinais surgem entre seis e oito horas após o consumo excessivo de álcool e podem persistir por até 20 horas.
O tipo de bebida ingerida também influencia a intensidade da ressaca. Bebidas com maior concentração de impurezas tóxicas — como metanol, óleos fúseis, álcoois superiores e aldeídos — tendem a provocar sintomas mais severos. Entre elas estão bourbon, uísque e tequila.
A hidratação é apontada como uma das principais estratégias para minimizar os efeitos do álcool. A orientação é ingerir água antes, durante e, principalmente, após o consumo de bebidas alcoólicas. Uma recomendação frequente é alternar cada dose de álcool com um copo de água, já que o organismo perde líquidos em excesso e precisa de reposição.
Além da água, bebidas como água de coco auxiliam na reposição de sais minerais e eletrólitos. Preparações leves, como smoothies de frutas, também contribuem para a recuperação, especialmente quando combinadas com fontes de proteína. Banhos frios ou mornos podem ajudar no relaxamento muscular e na sensação de bem-estar.
Chás com propriedades calmantes, como camomila e erva-cidreira, além do chá verde e do matcha, são alternativas ao café, cujo consumo excessivo pode intensificar a desidratação por seu efeito estimulante. O principal benefício dessas bebidas está no fato de serem fontes adicionais de líquidos.
Entre os sucos naturais, os preparados sem coar são os mais indicados, por preservarem fibras e nutrientes. O abacaxi se destaca por conter bromelina, enzima que auxilia na digestão. Melancia e melão também são recomendados por apresentarem alto teor de água.
O gengibre é outro alimento citado como auxiliar no alívio dos sintomas da ressaca, especialmente náuseas e enjoos, podendo ser consumido em chás, sucos ou em pó. Frutas ricas em vitamina C, como laranja, limão, acerola, kiwi e tangerina, contribuem para a ação antioxidante do organismo e auxiliam o fígado no processo de eliminação das toxinas do álcool.
Manter uma alimentação leve após o consumo excessivo de bebidas alcoólicas também é fundamental. A recomendação é priorizar alimentos naturais, como frutas, legumes, verduras e grãos integrais, além de carnes magras e laticínios com baixo teor de gordura. Esse padrão alimentar ajuda o organismo a se recuperar dos excessos e reduz a sobrecarga hepática.
Durante o consumo de álcool, não pular refeições também é importante. Pequenos lanches e petiscos ajudam a reduzir a velocidade de absorção do álcool pelo organismo. Já alimentos muito gordurosos devem ser evitados, pois podem intensificar náuseas e desconfortos gástricos.