Sábado, 07 de Novembro de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 6 de novembro de 2026
O candidato à presidência do Senado Federal, Rogério Marinho (PL-RN), afirmou nessa sexta-feira (6) que, caso seja eleito para comandar a Casa, não terá restrições em trabalhar em conjunto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e com a cúpula do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo o senador, é possível construir uma agenda comum entre os Três Poderes, mesmo diante das divergências políticas e institucionais.
Em entrevista ao programa Pânico, Marinho declarou que pretende procurar os principais representantes do Executivo, do Judiciário e da Câmara dos Deputados para estabelecer pautas de interesse nacional. “Procurarei o presidente da República, o presidente do Supremo Tribunal Federal, o presidente da Câmara dos Deputados para buscarmos uma agenda comum para resgatarmos e fazermos o melhor pelo Brasil. Não me negarei a trabalhar em conjunto”, afirmou.
Durante a entrevista, o parlamentar também buscou ampliar o diálogo com outras legendas e se apresentar como uma alternativa que ultrapasse os limites partidários. Segundo ele, sua candidatura não representa apenas os interesses do PL e do Novo, mas também uma proposta de fortalecimento institucional. Marinho afirmou que pretende ser o candidato “não apenas do PL e do Novo, mas da instituição do restabelecimento da democracia no Brasil”.
O senador também voltou a defender que integrantes da direita evitem ataques públicos à senadora Tereza Cristina (PP-MS), que igualmente disputa a presidência do Senado. A manifestação ocorre em meio às articulações para unificar o campo político em torno de uma candidatura, diante do risco de divisão dos votos entre os dois parlamentares. Marinho ainda fez comentários sobre o atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), adversário no cenário da disputa, e afirmou não ter qualquer problema pessoal com o senador, a quem classificou como uma pessoa “bem-humorada”.
Ao comentar as chances de vitória, o candidato do PL demonstrou confiança no apoio de sua bancada e de partidos aliados. Marinho afirmou acreditar que dispõe de votos suficientes para conquistar a presidência do Senado. “Acho que temos número suficiente para dar certo”, declarou.
Defesa
Também nessa sexta, Marinho defendeu mudanças no sistema de votação do Senado, com a adoção do voto aberto tanto na eleição da Mesa Diretora quanto nas deliberações sobre eventuais processos de impeachment de ministros do STF.
Em publicação nas redes sociais, o senador argumentou que a transparência na identificação dos votos é uma forma de prestar contas à população e ampliar a responsabilidade dos parlamentares. “Voto aberto é respeito ao povo brasileiro! Todos nós devemos satisfação à sociedade, e voto secreto simboliza a atual omissão do Senado. Vamos defender o voto aberto na eleição da Casa e em caso de impeachment de ministro do STF. Ninguém está acima da lei ou dos eleitores”, escreveu em seu perfil no X.
Atualmente, a escolha do presidente e dos demais integrantes da Mesa Diretora do Senado ocorre por meio de votação secreta. Nesse modelo, o resultado geral é divulgado, mas não é possível identificar individualmente como cada senador votou. (Com informações de O Estado de S. Paulo)