Sexta-feira, 03 de Julho de 2026

Home Política Líder do partido de Bolsonaro na Câmara dos Deputados é suspeito de usar verbas públicas para pagar carro usado por filha

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A Polícia Federal (PF) investiga se o líder do PL na Câmara dos Deputados, deputado federal Sóstenes Cavalcante (RJ), utilizou recursos da cota parlamentar para custear o aluguel de um veículo que, segundo as apurações, teria sido utilizado por sua filha. O parlamentar foi um dos alvos da nova fase da Operação Rent a Car, deflagrada na quarta-feira (1º), que apura um suposto esquema de desvio de recursos públicos por meio de contratos de locação de veículos.

As informações constam em um relatório encaminhado pela Polícia Federal ao Supremo Tribunal Federal (STF). De acordo com os investigadores, em março de 2024, um assessor de Sóstenes teria oferecido ao deputado a locação de um automóvel. Conforme a investigação, o veículo foi posteriormente entregue na residência do parlamentar.

A PF afirma que, após analisar registros relacionados ao uso do automóvel, encontrou indícios de que o carro era utilizado pela filha do deputado. Para os investigadores, os elementos reunidos até o momento sugerem que o aluguel do veículo, um Corolla Cross, foi custeado com recursos da cota parlamentar, verba pública destinada ao exercício da atividade legislativa e ao desempenho do mandato.

Em nota, a assessoria de imprensa de Sóstenes Cavalcante contestou a interpretação da investigação. Segundo a equipe do parlamentar, o veículo é destinado ao uso do deputado, embora reconheça que ele “mas pode ter sido utilizado uma vez ou outra pela filha”.

Além da suspeita envolvendo o aluguel do automóvel, a Polícia Federal também apura a origem de R$ 468,7 mil em dinheiro vivo apreendidos com o deputado durante uma etapa anterior da Operação Rent a Car, realizada em dezembro do ano passado.

Na ocasião, Sóstenes afirmou que os valores eram provenientes da venda de um imóvel localizado em Ituiutaba, no interior de Minas Gerais. Entretanto, segundo a PF, a versão apresentada pelo parlamentar contém contradições que ainda são objeto de investigação.

Os investigadores apontam que duas empresas do setor de construção civil e dois irmãos estariam relacionados aos recursos apreendidos. A identificação desse grupo ocorreu após a análise de etiquetas bancárias encontradas junto ao dinheiro em espécie durante a operação anterior.

Ainda conforme o relatório encaminhado ao STF, a investigação identificou uma “complexa movimentação financeira” envolvendo as empresas sob apuração. Segundo a PF, foram verificadas operações que incluem “com recebimento de verbas públicas e expressivos saques em espécie”, circunstâncias que passaram a ser analisadas no âmbito da investigação.

Em entrevista concedida após a nova fase da operação, Sóstenes Cavalcante negou qualquer irregularidade e reafirmou que os valores apreendidos têm origem na negociação do imóvel mencionado anteriormente.

“Uma dessas pessoas (alvos da operação) foi o comprador do imóvel (a que ele atribui o dinheiro em espécie). Nenhum dos alvos é meu advogado. Podem fazer operação à vontade, quem não deve não teme”, afirmou o parlamentar. (Com informações do jornal O Globo)

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A Polícia Federal (PF) investiga se o líder do PL na Câmara dos Deputados, deputado federal Sóstenes Cavalcante (RJ), utilizou recursos da cota parlamentar para custear o aluguel de um veículo que, segundo as apurações, teria sido utilizado por sua filha. O parlamentar foi um dos alvos da nova fase da Operação Rent a Car, deflagrada na quarta-feira (1º), que apura um suposto esquema de desvio de recursos públicos por meio de contratos de locação de veículos.

As informações constam em um relatório encaminhado pela Polícia Federal ao Supremo Tribunal Federal (STF). De acordo com os investigadores, em março de 2024, um assessor de Sóstenes teria oferecido ao deputado a locação de um automóvel. Conforme a investigação, o veículo foi posteriormente entregue na residência do parlamentar.

A PF afirma que, após analisar registros relacionados ao uso do automóvel, encontrou indícios de que o carro era utilizado pela filha do deputado. Para os investigadores, os elementos reunidos até o momento sugerem que o aluguel do veículo, um Corolla Cross, foi custeado com recursos da cota parlamentar, verba pública destinada ao exercício da atividade legislativa e ao desempenho do mandato.

Em nota, a assessoria de imprensa de Sóstenes Cavalcante contestou a interpretação da investigação. Segundo a equipe do parlamentar, o veículo é destinado ao uso do deputado, embora reconheça que ele “mas pode ter sido utilizado uma vez ou outra pela filha”.

Além da suspeita envolvendo o aluguel do automóvel, a Polícia Federal também apura a origem de R$ 468,7 mil em dinheiro vivo apreendidos com o deputado durante uma etapa anterior da Operação Rent a Car, realizada em dezembro do ano passado.

Na ocasião, Sóstenes afirmou que os valores eram provenientes da venda de um imóvel localizado em Ituiutaba, no interior de Minas Gerais. Entretanto, segundo a PF, a versão apresentada pelo parlamentar contém contradições que ainda são objeto de investigação.

Os investigadores apontam que duas empresas do setor de construção civil e dois irmãos estariam relacionados aos recursos apreendidos. A identificação desse grupo ocorreu após a análise de etiquetas bancárias encontradas junto ao dinheiro em espécie durante a operação anterior.

Ainda conforme o relatório encaminhado ao STF, a investigação identificou uma “complexa movimentação financeira” envolvendo as empresas sob apuração. Segundo a PF, foram verificadas operações que incluem “com recebimento de verbas públicas e expressivos saques em espécie”, circunstâncias que passaram a ser analisadas no âmbito da investigação.

Em entrevista concedida após a nova fase da operação, Sóstenes Cavalcante negou qualquer irregularidade e reafirmou que os valores apreendidos têm origem na negociação do imóvel mencionado anteriormente.

“Uma dessas pessoas (alvos da operação) foi o comprador do imóvel (a que ele atribui o dinheiro em espécie). Nenhum dos alvos é meu advogado. Podem fazer operação à vontade, quem não deve não teme”, afirmou o parlamentar. (Com informações do jornal O Globo)

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