Segunda-feira, 23 de Maio de 2022

Home Cláudio Humberto Lira terá de enfrentar lobby das aéreas na Câmara

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Para enfrentar as “tarifas altíssimas” das empresas aéreas e outros maus tratos a passageiros, como anunciou, o presidente da Câmara, deputado Arthur Lira (PP-AL) terá que enfrentar o influente lobby do setor em seu próprio terreiro, que estes dias conseguiu, na maior cara-de-pau, derrubar um projeto que procurava garantir conforto maior aos passageiros. O problema é a fiel “bancada das aéreas”, nas duas casas do Congresso, sempre a postos para defender interesses do setor.

Empresas não queriam
O deputado Walderlei Macris (PSDB-SP) liderou a derrubada do projeto prevendo espaço digno entre poltronas, para conforto dos passageiros.

Exploração imparável
Arthur Lira ficou estarrecido ao verificar, entre outros males, que as passagens aéreas no Brasil estão entre as mais caras do planeta.

Olha o nível
Macris sepultou o projeto de maior conforto aos passageiros alegando que a Anac “não precisa de lei para editar regulamento sobre o tema”.

Manda quem pode?
Ele ignora que nada pode ser feito no setor público sem previsão legal. A Anac precisa de lei. Ou as empresas continuarão dando as ordens.

Greve afeta quem abriu mão de até 70% do salário
É vergonhosa a ameaça de pelegos de 40 sindicatos do funcionalismo de cruzar os braços e negar serviços à população que os sustenta, e com grande sacrifício. Uma população que no setor privado abriu mão de até 70% do salário, conforme lei aprovada no Congresso, em troca de preservar o emprego, enquanto o setor público se recusava a dar sua parcela de sacrifício, com redução de jornada e salários, para que o Brasil enfrentasse a crise econômica provocada pela pandemia.

Greve eleitoral
Os sindicatos que ameaçam suprimir serviços públicos dos brasileiros são controlados por partidos políticos com candidatos a presidente.

Greve de marajás
Alguns dos pelegos que fazem barulho representam categorias cujos salários iniciais variam entre R$23 e R$27 mil.

Greve de mentira
A pelegada sabe que aumento de 28,2% é uma mentira, porque gastos de governo devem ter previsão no Orçamento. E não há essa previsão.

Faustão na Band
Nem a ameaça de greve ou a campanha eleitoral mobilizaram as conversas nos corredores e gabinetes do Palácio do Planalto. Ontem pela manhã, o tititi era a estreia do Faustão na Band.

Tiro no pé
Ao fazer demagogia com policiais, prometendo-lhes aumento, o presidente Jair Bolsonaro deu aos pelegos o pretexto que buscavam para iniciar a campanha eleitoral ameaçando a população com a greve.

São uns artistas
O Carnaval começa em 25 de fevereiro. Não por acaso, a pelegada ameaça greve de servidores “na segunda quinzena” de fevereiro. Ninguém é de ferro, principalmente às custas do pagador de impostos.

Sem aumentos em 2022
Especialista em orçamento, o vice Hamilton Mourão destacou a lorota do “aumento de 26%”. O Orçamento não prevê, nada feito. É a lei. Mourão vê dificuldade até de aplicar aqueles R$1,7 bilhão previstos.

Números brasileiros
Foram aplicadas mais de 1,5 milhão de doses de vacinas somente entre segunda e terça-feira desta semana. Apenas nos finais de semana a média de aplicação de vacinas cai à metade, em todo o País.

Lembra dela?
Só 4,9 milhões de vacinas de dose única da Johnson & Johnson foram aplicadas desde junho no Brasil. Mas o último lote das 38 milhões de doses contratadas será entregue este mês.

Retomada
A projeção da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) é que o Brasil produziu 47,7 milhões de sacas de café em 2021. Aumento anual de 16,8%, mas está longe do recorde de 63 milhões colhidas em 2020.

Nova presidente
Roberta Metsola, deputada conservadora de Malta e nova presidente do Parlamento Europeu, é a pessoa mais jovem a chefiar o organismo. Completou 43 anos nesta terça (18), dia que assumiu o cargo.

Pergunta na rua
Quem baixar a gasolina, ganha a eleição?

PODER SEM PUDOR
Ministro contra o governo
Durante a votação da medida provisória que criava no governo Lula a Secretaria de Ações de Longo Prazo, a Sealopra, o ministro Hélio Costa (Comunicações) telefonou ao senador Wellington Salgado (PMDB-MG), seu suplente, para pedir voto a favor do governo. Era tarde para isso, mas o ministro não sabia, nem deixou Salgado falar, pedindo seu voto. Ainda ponderou, com ar grave: “Lembre-se, seu voto é como se eu estivesse votando.” Salgado respondeu, informando a rejeição da MP: “Pois então saiba que você acabou de votar contra o governo…”

Com André Brito e Tiago Vasconcelos

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