Segunda-feira, 21 de Setembro de 2026

Home Variedades Lua tem nova cratera, maior que o Coliseu

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Cientistas descobriram uma cratera na Lua maior que o Coliseu de Roma, resultado de um poderoso impacto ocorrido há dois anos que inicialmente passou despercebido. O buraco de paredes íngremes – com cerca de 222 metros de diâmetro e até 43 metros de profundidade – é a maior cratera de impacto conhecida no Sistema Solar, formada recentemente.

Estima-se que um evento de tamanha escala ocorra apenas uma vez a cada 132 anos, disseram os pesquisadores, tornando isso uma mina de ouro de informações enquanto a Agência Aeroespacial dos Estados Unidos (Nasa) se prepara para construir uma base para astronautas na Lua. “Este evento constitui uma observação estatisticamente rara, efetivamente única na vida”, escreveram os cientistas em um dos dois estudos publicados sobre o assunto na quarta, na revista Science Advances.

A sonda Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO) da Nasa detectou a cratera no lado visível da Lua em maio de 2024, logo após sua formação pela colisão de um fragmento de asteroide ou cometa. O impacto na Lua não foi detectado em tempo real por telescópios na Terra e no espaço.

As imagens de grande angular da sonda não foram identificadas na avalanche de dados até agosto de 2025. A espaçonave coletou imagens mais detalhadas no outono passado, e a descoberta foi confirmada no início deste ano.

A cratera – batizada em homenagem ao falecido Thomas McGetchin, ex-diretor do Instituto Lunar e Planetário de Houston – é três vezes maior que a recordista anterior, descoberta pela LRO há uma década. Marcada desde tempos antigos, a Lua tem algumas das maiores crateras de impacto do Sistema Solar, incluindo uma com mais de 2,4 mil quilômetros de diâmetro. Este último impacto agitou a superfície lunar por mais de 100 quilômetros. Poeira e solo rochoso foram lançados em um ângulo maior do que o esperado, de acordo com Mark Robinson, cientista-chefe das câmeras da LRO, que trabalha na Intuitive Machines. Robinson foi o autor principal de um dos estudos.

Um estudo separado identificou uma área fria de 7 quilômetros de largura ao redor da nova cratera, consistente com o afrouxamento da camada superficial do solo. O coautor David Paige, da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, compara o fenômeno à jardinagem. “Agora estamos pensando nos impactos como uma forma de cultivar o regolito – revolvendo os sedimentos e colocando acima da superfície coisas que normalmente ficam abaixo dela”, disse. As numerosas descobertas de crateras feitas pela LRO desde o seu lançamento em 2009 mostram que a camada superficial do solo lunar (2 centímetros) está sendo revolvida por material ejetado a cada 80.000 anos, mais rápido do que se pensava. Com informações do portal Estadão.

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