Segunda-feira, 21 de Setembro de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 20 de setembro de 2026
Pelo menos 14,4 milhões de pessoas no Brasil têm alguma deficiência, de acordo com nova pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Isso representa 7,3% da população.
A publicação “Pessoas com deficiências e desigualdades sociais no Brasil” traz um amplo panorama das condições de vida das pessoas com deficiência, e é organizada em tópicos que abordam a participação deste grupo em diferentes dimensões da vida pública, como mercado de trabalho, cargos eletivos e de gestão, acesso a renda, educação, transporte e moradia, além de aspectos da vida privada, como casamento e núcleo familiar.
O trabalho revela que, do total da população de pessoas com deficiência, 7,9 milhões têm dificuldade de enxergar; 5,1 milhões apresentam dificuldades de caminhar ou subir degraus; 2,7 milhões têm dificuldades de pegar objetos pequenos; 2,6 milhões têm dificuldades associadas a limitações das funções mentais; e 2,5 milhões têm problemas de audição. Um total de 3,9 milhões dessas pessoas apresenta duas ou mais deficiências concomitantemente.
Os novos dados mostram que as pessoas com deficiência são uma das parcelas mais prejudicadas da população e ainda há um longo caminho a percorrer para a sua inclusão completa. A publicação mostra que o nível de ocupação das pessoas com deficiência é de 29% – muito abaixo da taxa registrada entre as pessoas sem deficiência (55%).
As dificuldades enfrentadas pelas pessoas com deficiência se revelam também nos rendimentos. Elas recebem, em média, R$ 2.053 mensais – o que equivale a 71% do rendimento médio de pessoas sem deficiência. As pessoas com deficiência recebem menos em todos os grupos de atividade econômica.
Em 2022, 68,1% das pessoas sem deficiência de 2 a 17 anos residiam com mãe/madrasta e pai/padrasto, ante 58,4% das pessoas com deficiência. A residência somente com mãe/madrasta era mais frequente entre crianças e adolescentes com deficiência (30,1%). De acordo com os pesquisadores, esses dados revelam a rejeição enfrentada por esse grupo.
A proporção de pessoas com deficiência no serviço público federal vem crescendo. Entre 2015 e 2024, o percentual de servidores ativos com deficiência avançou , de 0,7% para 1,5%, com uma queda em 2019 (0,5%). Em 2025, houve um salto expressivo, para 2,8%.
O mesmo padrão se repete nos cargos comissionados: entre os de nível 1 a 12, a proporção foi de 0,8% em 2015 para 3,1% em 2025; entre os de nível 13 a 17 (os mais altos e mais bem remunerados), o avanço foi de 0,3% para 1,5% no mesmo período.
Educação e analfabetismo
A taxa de analfabetismo entre pessoas com deficiência é doze vezes maior do que entre as sem deficiência. Enquanto o indicador chega a 12,2% entre as pessoas com deficiência, cai para apenas 1,0% entre as demais. Com informações dos portais Estadão e G1.