Quinta-feira, 11 de Junho de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 11 de junho de 2026
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu antecipar sua chegada à reunião do G7, na França, para tentar viabilizar um encontro bilateral com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Lula embarca no domingo (14) para a cidade de Évian-les-Bains, na região da Alta Saboia, onde será realizada a cúpula.
A estratégia do Palácio do Planalto é garantir que o presidente brasileiro esteja presente já no primeiro dia do evento, na segunda-feira (15), diante da possibilidade de Trump participar apenas da abertura da reunião, repetindo o que ocorreu no encontro do G7 realizado no Canadá no ano passado.
Segundo integrantes do governo ouvidos reservadamente, houve uma sinalização positiva da Casa Branca para uma conversa entre os dois líderes às margens da cúpula. Lula pretende tratar pessoalmente das tarifas anunciadas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.
Lula, segundo assessores, quer saber de Trump se ele está realmente de acordo com as recomendações de novo tarifaço feitas pelo embaixador Jamieson Greer, chefe do escritório comercial dos EUA.
Com isso, ficará mais claro para o governo Lula como seguir nas negociações. O temor de assessores de Lula é que o aumento de tensão entre EUA e Irã acabe inviabilizando o encontro entre os dois presidentes.
Espaço para reverter cenário
No governo, a avaliação é de que: a proposta de uma tarifa adicional de 25%, justificada por Washington com base em supostas práticas comerciais desleais, ainda pode ser revertida por meio de negociação.
Já a sobretaxa de 12,5%, vinculada à alegação de falta de ações suficientes contra o trabalho forçado, é vista por integrantes da equipe brasileira como uma decisão praticamente consolidada.
Negociadores brasileiros avaliam que esse percentual serviria para recompor parte da tarifa global de 10% aplicada anteriormente pelo governo Trump sobre a maioria dos produtos importados. A medida acabou sendo derrubada posteriormente pela Justiça norte-americana.
Outros encontros no G7
A agenda de reuniões bilaterais de Lula ainda não foi fechada. A intenção do presidente, porém, é conversar com os líderes dos sete países que compõem o grupo — Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido.
Auxiliares do presidente afirmam que a participação no encontro também tem como objetivo reforçar a imagem internacional de Lula em um momento de intensa agenda diplomática. O Brasil participa da reunião como país convidado.