Quarta-feira, 19 de Março de 2025
Por Redação Rádio Pampa | 12 de janeiro de 2023
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva avalia retirar a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) após os atos extremistas do último domingo (8). A opção ganhou força para “desmilitarizar” a área de inteligência. Aliados do petista dizem que a Abin precisa ter autonomia para apurar a eventual participação de militares em atentados à democracia.
Existe a desconfiança de que há militares ainda não identificados que participaram da depredação de domingo e, em um ministério militar, como o GSI, a Abin pode sofrer interferência. Durante a transição, Gleisi Hoffmann chegou a discutir a mudança da Abin para uma pasta civil, mas Lula adiou a decisão.
Ibaneis Rocha (MDB-DF) reclamou com outros governadores por ter sido “responsabilizado sozinho” pelo ocorrido. Ele disse que o acampamento no QG do Exército era atribuição federal, e que Brasília recebeu pessoas de todo o País.
Deputados bolsonaristas, entre eles, Bia Kicis (PL-DF) e Aline Sleutjes (PROS-PR), pressionam Arthur Lira (PP-AL) a criar uma comissão para acompanhar a apuração dos atos golpistas em Brasília. Eles dizem ter recebido aceno positivo.
Prazo
O ministro Vital do Rêgo, do Tribunal de Contas da União (TCU), deu prazo de cinco dias para que a Abin e a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), entre outros órgãos, informem se identificaram indícios de que poderia ocorrer os atos de vandalismo registrados no fim de semana.
Vândalos invadiram os prédios do Supremo Tribunal Federal (STF), do Congresso Nacional e do Palácio do Planalto, em Brasília, depredando os prédios dos Três Poderes e destruindo obras de artes e demais objetos.
Rêgo quer saber:
O mesmo pedido foi solicitado ao:
No caso desses órgãos, o ministro também quer saber se eles foram notificados por alguma outra organização quanto à possibilidade de ocorrência dos atos de domingo.
As informações vão embasar o processo que corre no TCU sobre o caso. Rêgo é o relator. O tribunal tenta identificar e quantificar o dano causado, bem como eventual envolvimento de agentes públicos, seja diretamente ou por omissão.
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