Terça-feira, 29 de Setembro de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 29 de setembro de 2026
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou apoio à candidatura de Delúbio Soares, ex-tesoureiro do Partido dos Trabalhadores, a uma vaga na Câmara dos Deputados por Goiás. Aliado de longa data do presidente, Delúbio foi condenado em processos relacionados ao Mensalão e à Operação Lava Jato.
Em um vídeo gravado ao lado do ex-tesoureiro, Lula classificou Delúbio como “um dos companheiros que foi vítima da maior perseguição já feita na história desse país”.
Delúbio ocupava o cargo de tesoureiro do PT quando veio à tona, em 2005, o escândalo do Mensalão, investigação que envolveu o repasse de recursos a parlamentares da base aliada do governo. O caso foi posteriormente analisado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no julgamento da Ação Penal 470.
Durante o julgamento, Delúbio foi apontado como integrante do chamado núcleo político do esquema. O STF o condenou por corrupção ativa e formação de quadrilha, com pena inicialmente fixada em 8 anos e 11 meses de prisão. A decisão foi tomada no julgamento da Ação Penal 470, que analisou as acusações relacionadas ao Mensalão.
De acordo com o entendimento apresentado pelo relator do processo, ministro Joaquim Barbosa, Delúbio fazia a ligação entre o núcleo político do esquema e o grupo do empresário Marcos Valério. O ex-tesoureiro mantinha atuação próxima a José Dirceu, que, à época, ocupava o cargo de ministro-chefe da Casa Civil e era uma das principais lideranças do PT no governo Lula.
Os dois foram incluídos pelo STF no chamado núcleo político da ação. Durante o julgamento, Dirceu foi apontado pelo relator como responsável pela articulação política do grupo, enquanto Delúbio foi descrito como o elo com os operadores financeiros.
Anos depois, Delúbio voltou a ser alvo de processos judiciais no âmbito da Operação Lava Jato. Em uma ação relacionada ao grupo Schahin, ele foi condenado por lavagem de dinheiro.
Segundo a acusação acolhida pelas instâncias inferiores, um empréstimo de R$ 12 milhões concedido ao empresário José Carlos Bumlai teria como destino final os cofres do PT. O caso também envolveu a investigação sobre a origem e a destinação dos recursos relacionados ao grupo Schahin.
Em 2019, o STF manteve a condenação ao rejeitar recurso apresentado pela defesa, segundo o texto original. (Com informações do portal Metrópoles)