Domingo, 19 de Abril de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 1 de junho de 2023
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva descartou nessa quinta-feira (1º), que fará uma reforma ministerial para atender ao pedido do Centrão por uma nova articulação política. Em conversa com jornalistas no Palácio do Itamaraty, o petista ainda negou que o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), tenha pedido controle de ministérios em troca da aprovação da Medida Provisória (MP) da reestruturação da Esplanada, aprovada no Congresso às vésperas de caducar.
De acordo com Lula, Lira não pediu ministérios “e nem poderia pedir”. “O PP sigla de Lira é um partido de oposição e tem gente que vota com a gente. O PP já teve ministro com o PT, o PP teve dois ministérios no governo da Dilma. Não é problema. Se ele pedisse, a gente vai avaliar, mas até agora eu não ouvi o Lira pedir”, declarou o presidente.
“Não está na minha cabeça fazer reforma ministerial. A menos que aconteça uma catástrofe que eu tenha que mudar. Mas por enquanto, o time está jogando melhor que o Corinthians”, brincou.
Lula minimizou a dificuldade nas articulações com a Câmara e disse que o processo de negociação é natural. “Aquela Casa é assim. Você vai conversando com os líderes, vai conversando com as pessoas, vai mostrando a importância daquilo, porque o que acontece não é importante para mim, é importante se causar benefício para o povo brasileiro”, disse o presidente.
Aprovação
O Senado aprovou nessa quinta-feira (1º) a Medida Provisória (MP) que estabelece a estrutura atual de 37 ministérios do governo Lula. Foram 51 votos a favor e 19 votos contra.
Assim como ocorreu na Câmara, senadores integrantes de partidos que compõem o ministério do governo Lula votaram contra o texto. Dois senadores, do PSD e do União Brasil, votaram contra a medida provisória: Samuel Araujo e Sergio Moro.
O partido que deu mais votos contras à MP foi o PL: dos 12 senadores, nove foram contra.
A MP foi aprovada pela Câmara dos Deputados, na quarta (31), no limite do prazo. A votação em cima da hora se deveu, entre outras coisas, à insatisfação de deputados com a articulação do governo.
As medidas provisórias são normas editadas pelo presidente da República e têm força de lei assim que publicadas no Diário Oficial da União (DOU). No entanto, caso não sejam aprovadas pelo Congresso em até 120 dias, perdem a validade.