Domingo, 03 de Julho de 2022

Home Viagem e Turismo Mais 200 brasileiros terão residência em Portugal com vistos gold

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Portugal convocou 202 brasileiros que investiram nos vistos gold para receberem suas autorizações de residência no país. O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) de Portugal começou a notificar por ordem cronológica os estrangeiros que investiram a partir de € 500 mil (R$ 3,2 milhões) em um imóvel novo no país em troca de livre circulação na União Europeia.

Este número vai até o primeiro trimestre de 2020. Somente de março a outubro deste ano, mais 37 brasileiros investiram € 6,8 milhões (R$ 44 milhões) nos gold.

Ao todo, 1.038 brasileiros transferiram mais de R$ 5,2 bilhões no programa de residência europeia em troca de investimento, que acaba este ano para quem compra imóveis de luxo para habitação em Lisboa e no Porto.

Falta de mão de obra

A falta de mão de obra chegou ao ponto crítico em Portugal. Faltam milhares de trabalhadores e o gargalo pode atrapalhar o relançamento da economia após a fase mais dura da pandemia de Covid-19.

Setor que gerou 15,4% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2019, taxa reduzida à metade na pandemia de coronavírus, o turismo precisaria de 15 mil trabalhadores, informação transmitida pelo presidente da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP), Raul Martins, durante um congresso em Albufeira, no Algarve. São conclusões preliminares de um estudo feito pela AHP.

Somente para o Algarve, região praiana com forte apelo ao trabalho no verão, e principal destino turístico de Portugal, o diretor do Grupo Nau, Mário Azevedo Ferreira, estimou que é preciso contratar até 60 mil pessoas. E não apenas para o turismo, mas para outros setores. Pouca habitação disponível e a sazonalidade são problemas e, com pouca concorrência, há brasileiros com dois ou mais trabalhos na região.

Para tentar preencher vagas abertas, empresas de hotelaria recrutam no Brasil. É o caso do grupo Vila Galé, com dezenas de unidades em cidades brasileiras e em Portugal. Orçamento reprovado previa um programa para facilitar a captação de imigrantes.

O problema virou drama nacional e ganhou as páginas dos principais jornais. O “Jornal de Notícias” realizou um levantamento com as associações dos setores mais afetados. A construção civil precisaria de 70 mil trabalhadores, enquanto que os restaurantes necessitam de até 25 mil.

Emigração para outros países europeus em busca de melhores salários, envelhecimento da população em idade ativa e pagamento de subsídios são os fatores apontados para a falta de interesse nas vagas.

Para ter uma ideia de como o setor de serviços, fechado durante grande parte da pandemia, engatinha: Gualter Morgado, diretor executivo da associação do setor mobiliário (APIMA), disse ao “Jornal de Negócios” que há vagas de estofadores com salário de € 2 mil (R$ 12 mil) limpos e não encontra trabalhadores: o setor precisa de cinco mil pessoas ao todo.

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