Terça-feira, 20 de Outubro de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 20 de outubro de 2026
Em resposta ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral), a empresa Meta (dona do Facebook, WhatsApp e Instagram) afirmou, nesta terça-feira (20), que cumpriu as determinações da Corte para garantir isonomia na distribuição de conteúdos políticos e na veiculação de anúncios eleitorais durante o segundo turno das eleições no Brasil.
No documento, a empresa diz que uma declaração técnica juntada ao processo “atesta que os conteúdos relativos às duas candidaturas são tratados de forma igual e não discriminatória, e descreve o mecanismo que assegura essa isonomia”.
Além disso, também declara que não houve negligência nem resistência ao cumprimento das determinações do TSE. “O Facebook Brasil e as equipes da Meta trabalham de forma incessante para produzir a documentação em cumprimento das dezessete alíneas da ordem”, afirma o texto.
O documento foi enviado ao TSE após decisão do ministro Marco Aurélio Bellizze. Ele determinou que a empresa apresentasse, em até 24 horas, um detalhamento das medidas tomadas para garantir igualdade entre as campanhas dos presidenciáveis. Em 15 de outubro, a Justiça Eleitoral determinou que a Meta não interfira na distribuição de conteúdo político-eleitoral nem de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nem de Flávio Bolsonaro (PL).
A decisão atendeu a um pedido da campanha do presidente Lula, candidato à reeleição. A ação enviada pela equipe do petista afirmou que a Meta “tem falhado, de forma reiterada e sistemática, na entrega de postagens da coligação”.
A campanha também mencionou que comandos para geração de imagens de inteligência artificial não permitiam a criação de conteúdos sobre Lula. Ainda de acordo com a petição, a criação de imagens relacionadas a Flávio Bolsonaro estava liberada.
Segundo a coligação, havia indícios de tratamento desigual na distribuição de conteúdos políticos pela plataforma. Os advogados da coligação afirmaram ainda que perfis ligados à candidatura adversária, entre eles o do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), registrariam números de visualizações considerados incompatíveis com os parâmetros usuais da plataforma.
Além de Lula, Flávio também afirmou que conteúdos da campanha dele foram prejudicados nas plataformas da empresa.