Quarta-feira, 13 de Maio de 2026

Home Agro Ministro da Agricultura diz que o Brasil seguirá exportando carne para a Europa e que o governo vai trabalhar para reverter decisão

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O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, afirmou nesta quarta-feira que o Brasil seguirá exportando para União Europeia (UE), e que o governo vai trabalhar para atender às exigências sanitárias e de rastreabilidade impostas pelo bloco econômico.

Nessa terça (12), a UE anunciou a decisão de excluir o Brasil dos países autorizados a exportar carne animal para os países do bloco. Em congresso da Abramilho, em Brasília, André de Paula disse acreditar que o governo brasileiro vai reverter a decisão por meio de negociação.

“O Brasil tem um sistema sólido e robusto de defesa agropecuária. Somos os maiores produtores de proteína animal do mundo. Exportamos para 170 países e estamos há 40 anos na Europa. Vamos seguir exportando para a Europa, fizemos ontem e faremos amanhã”, afirmou.

Segundo o ministro, a questão vinha sendo discutida tecnicamente entre o governo e representantes europeus.

“Fomos surpreendidos. Foi uma antecipação de uma questão que estava sendo debatida tecnicamente”, completou.

Na manhã desta quarta houve uma reunião entre o embaixador do Brasil junto à União Europeia com representantes do governo para discutir o plano de ação sobre as exigências impostas pelos países europeus. A decisão passa a valer a partir de 3 de setembro. Enquanto isso, as exportações seguem acontecendo normalmente.

A UE é um parceiro comercial importante para o Brasil. Segundo dados do Agrosat, sistema de dados do Ministério da Agricultura, as exportações de carnes (inclui bovinos e carne branca) para os 27 países da UE foi de US$ 1,8 bilhão em 2025, o que faz do bloco o segundo maior destino do produto. Naquele ano, o Brasil exportou US$ 31,8 bilhões de carnes. A China aparece na primeira posição, com US$ 9,8 bilhões.

Entre as novas exigências, a UE pediu regras mais rígidas em relação ao uso de antibióticos, comprovação sanitária, segregação da produção e rastreabilidade individual dos animais.

A notícia foi recebida com surpresa pelas autoridades brasileiras nesta terça. A reunião com as autoridades sanitárias do bloco europeu foi anunciada em nota conjunta de três ministérios: do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, das Relações Exteriores e da Agricultura e Pecuária.

A retirada do Brasil da lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal destinados ao consumo humano para a União Europeia começaria a valer a partir do dia 3 de setembro. A decisão foi tomada em votação do Comitê Permanente para Plantas, Animais, Alimentos e Ração da Comissão Europeia, que aprovou uma atualização da listagem dos países autorizados a vender para o bloco.

O governo brasileiro quer manter o fluxo comercial desses produtos para o mercado europeu, conforme já faz há quatro décadas. O Brasil é o maior exportador do mundo de proteínas de origem animal e o principal fornecedor de produtos agrícolas ao mercado europeu. (Com informações do jornal O Globo)

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