Sexta-feira, 19 de Agosto de 2022

Home Brasil Ministro da Saúde critica Estados que decidiram vacinar crianças sem solicitar prescrição médica

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O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, criticou Estados que decidiram não exigir prescrição médica para vacinação de crianças contra a covid-19. “Pelo que eu saiba, a maioria deles não é de médicos”, disse, referindo-se aos secretários de Saúde estaduais.

Na semana passada, após reunião entre os secretários, o Conselho Nacional de Secretarias de Saúde (Conass) divulgou uma “carta de Natal às crianças do Brasil”, na qual diz que não pedirá o documento.

Segundo Queiroga, “os Estados têm de se manifestar na consulta pública”, referindo-se à enquete online sobre a exigência de prescrição médica e sobre a obrigatoriedade da imunização para crianças. A iniciativa foi criada em um formulário fora de plataformas do governo federal, que chegou a apresentar instabilidade, tinha perguntas dúbias e não havia validação de dados, como CPF.

“Governadores falam em prescrição, prefeitos falam em prescrição, em não ter uma prescrição”, disse o ministro Queiroga. “Então, estão interferindo nas suas secretarias estaduais e municipais.”

Resistência

A vacinação das crianças é um tema que enfrenta dura resistência do presidente Jair Bolsonaro e de sua base ideológica.

Bolsonaro entrou em conflito com técnicos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), após dizer que divulgaria os nomes dos servidores que autorizaram a aplicação do imunizante da Pfizer em crianças de 5 a 11 anos. Ele ainda afirmou que as mortes de crianças por covid não justificam a adoção de uma vacina contra a doença e informou que não vai imunizar a filha Laura, de 11 anos.

Queiroga tem se mantido alinhado ao presidente e chegou a falar em “liberdade” na vacinação. O ministro declarou nesta semana que a imunização das crianças é “um assunto já pacificado”.

“A recomendação do ministério está aí para que todos os brasileiros tomem conhecimento, para que toda a sociedade civil possa se manifestar. A consulta pública é um instrumento da democracia, amplia a discussão sobre o tema, trará mais tranquilidade para os pais para que eles possam levar seus filhos à sala de vacinação livremente”, disse.

Apesar da postura do ministro, a Secretaria Extraordinária de Enfrentamento à Covid-19, do Ministério da Saúde, elaborou uma nota técnica em que reforça a segurança da aplicação das vacinas em crianças.

“Antes de recomendar a vacinação da covid-19 para crianças, os cientistas realizaram testes clínicos com milhares de crianças e nenhuma preocupação séria de segurança foi identificada”, escreveu a chefe da pasta, Rosane Leite de Melo.

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