Sábado, 08 de Agosto de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 7 de agosto de 2026
Durante a reunião para tratar da crise entre a Polícia Federal (PF) e o gabinete do ministro André Mendonça, o relator dos inquéritos do INSS e do Banco Master cobrou que fosse garantida uma atuação livre e independente da Polícia Federal.
Ouviu do ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, que o governo não vai poupar ninguém e quer que tudo seja investigado, garantindo a autonomia da PF, sem interferência do governo.
A reunião foi articulada pelo ministro da Advocacia-Geral da União, Jorge Messias, que também participou do encontro. Próximo do ministro André Mendonça, Messias atuou na tentativa de apaziguar os ânimos e reduzir as tensões entre o integrante do STF e o diretor-geral da PF, Andrei Passos Rodrigues, que não participou da reunião. A iniciativa buscou criar um ambiente de diálogo entre os envolvidos, diante das divergências existentes entre o ministro do Supremo e o comando da PF.
A avaliação dos presentes é que a conversa foi positiva e criou, pelo menos, um ambiente para que tudo seja resolvido institucionalmente.
A crise, porém, passará definitivamente a partir dos próximos passos tanto da equipe de André Mendonça como da de Andrei Rodrigues.
Os dois se desentenderam por causas de desconfianças de ambas as partes sobre vazamentos de informações das investigações, principalmente do INSS, na qual o filho do presidente Lula, Fábio Luiz Lula da Silva, acabou surgindo com a suspeita de prática de tráfico de influência.
André Mendonça vinha reclamando que a PF não avançava nas investigações do INSS. Isso levou a PF fechar dois inquéritos sobre o caso, da Conafer e da Contag, e pediu a abertura de três inquéritos para investigar o filho do presidente, conhecido como Lulinha.
Durante a reunião, o ministro da Justiça pediu que as regras e procedimentos institucionais das investigações comandadas pela PF sejam respeitadas.
Segundo participantes, a avaliação é a tensão deve baixar porque o clima de disputa estava contaminando os dois lados.
“Tem muito ruído, desconfiança, acreditamos que acabará sendo criado um ambiente para isso acabar”, disse um assessor presidencial. Delegados estavam reclamando de algumas decisões de André Mendonça, como o envio integral de todo material das investigações, inclusive indexado, o que não seguiria os ritos das investigações. Além da centralização das investigações no gabinete do relator. (Com informações do colunista Valdo Cruz, do portal de notícias g1)