Quarta-feira, 20 de Maio de 2026

Home Política Ministro Flávio Dino dá 48 horas para Câmara dos Deputados explicar viagem de Mário Frias ao exterior

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, solicitou explicações à Câmara dos Deputados sobre a situação funcional do deputado federal Mário Frias, que está fora do país desde o último dia 12 de maio. O pedido foi encaminhado ao presidente da Câmara, Hugo Motta, com prazo de 48 horas para resposta.

No ofício enviado à Câmara, Dino pede esclarecimentos sobre eventual autorização concedida ao parlamentar para cumprir missões oficiais no exterior, além de detalhes sobre a natureza das viagens realizadas pelo deputado.

De acordo com informações registradas na Câmara dos Deputados, Mário Frias apresentou pedido de missão oficial, sem custos para a Casa, para participar de compromissos no Bahrein entre os dias 12 e 18 de maio. Segundo o parlamentar, a viagem ocorreu a convite da Embaixada do Bahrein em Brasília e incluiu reuniões com integrantes do Parlamento local e do Comitê de Desenvolvimento Econômico do país.

Além da agenda no Oriente Médio, Frias também solicitou afastamento para uma nova missão oficial nos Estados Unidos, entre os dias 19 e 22 de maio, igualmente sem ônus para a Câmara. O deputado informou que participaria de encontros em Dallas, no Texas, a convite do movimento Yes Brazil USA.

O parlamentar está no centro de uma controvérsia envolvendo o suposto financiamento de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. O projeto teria recebido recursos ligados ao banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. Frias atua como produtor-executivo do longa-metragem.

A polêmica ganhou repercussão após a divulgação, pelo site The Intercept Brasil, de um áudio no qual o senador Flávio Bolsonaro aparece cobrando repasses financeiros de Vorcaro para o projeto audiovisual. O banqueiro está preso sob suspeita de fraudes contra o sistema financeiro.

Após a divulgação do conteúdo, a produtora responsável pelo filme no Brasil, GO UP Entertainment, representada por Karina Ferreira da Gama, e o próprio Mário Frias divulgaram notas afirmando que não havia “qualquer centavo” oriundo de Daniel Vorcaro ou do Banco Master no financiamento da produção.

Posteriormente, porém, depois de Flávio Bolsonaro confirmar que havia solicitado recursos ao banqueiro e da informação de que parte do dinheiro teria sido efetivamente enviada, Frias alterou sua versão inicial sobre o caso.

Em nova manifestação pública, o deputado afirmou que suas declarações anteriores se referiam ao fato de que Daniel Vorcaro não figurava formalmente como investidor do projeto. Segundo Frias, o relacionamento jurídico foi firmado com a empresa Entre, e não diretamente com o Banco Master ou com o banqueiro.

“Quando afirmei anteriormente que não há ‘um centavo do Master’ no filme, referia-me ao fato de que Daniel Vorcaro não é e nunca foi signatário de relacionamento jurídico, assim como o Banco Master nunca figurou como empresa investidora. O nosso relacionamento jurídico foi firmado com a Entre, pessoa jurídica distinta”, declarou o deputado.

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