Quinta-feira, 22 de Janeiro de 2026

Home Política Ministro Guilherme Boulos afirma que juros altos no Brasil só interessam para “banqueiros agiotas”

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O ministro da Secretaria Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL), fez uma cobrança pública nesta quarta-feira (21) ao presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em um gesto que sinaliza uma mudança de tom na relação do governo com o chefe da autoridade monetária. Depois de chamar de “taxa de juro de agiotagem” a Selic em 15% e dizer que isso só interessa aos banqueiros, Boulos foi além.

“Meu querido Galípolo, vamos baixar essa taxa de juros aí, meu caro”, afirmou. A declaração foi feita em uma entrevista no programa “Bom Dia Ministro”, que é exibido pela EBC, o canal oficial do governo.

A cobrança foi interpretada por petistas como o início de uma nova fase na relação entre o governo e o presidente do Banco Central. Indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ex-braço direito de Fernando Haddad (PT) no ministério da Fazenda, Galípolo tem sido poupado de críticas diretas à taxa Selic em 15%. Chamou atenção o fato de a fala de Boulos ter sido feita em um canal oficial do governo.

Boulos também disse que o governo espera votar o fim da escala 6×1 no primeiro semestre no Congresso Nacional. O ministro salientou que o debate sobre o fim da escala de trabalho na qual os trabalhadores trabalham seis dias da semana e folgam um, está avançando no Congresso e fez a avaliação que a substituição do modelo por uma escala 5×2 aumentará a produtividade da economia e a formalização do trabalho.

“No caso da 6 x 1, em particular, há um avanço para que a gente vote ainda neste semestre o fim da escala 6×1 e consiga dar essa resposta para os trabalhadores”, disse.

O ministro, escalado por Lula para liderar as negociações pelo fim da escala 6×1 e para a regulamentação do trabalho por aplicativo, duas frentes de um novo modelo de trabalho com as quais o PT tem enfrentado dificuldade, afirmou que, com um dia a mais de folga na semana, o trabalhador estará mais descansado e terá tempo para aumentar sua qualificação, elevando a produtividade da economia.

Boulos disse ainda que um modelo com dois dias de folga na semana tornará o trabalho formal mais atrativo para uma parcela crescente que tem rejeitado o modelo com carteira assinada, aumentando, assim, em sua visão, a formalização e ajudando a Previdência Social.

O ministro também colocou entre as prioridades do governo a regulamentação do trabalho por aplicativo e disse que o governo tratará do que chamou de “taxa de extorsão” que as empresas de tecnologia cobram de entregadores e motoristas. O fim da escala 6×1 e a regulamentação do trabalho por aplicativo são apostas do governo Lula no ano em que o petista busca se reeleger para um quarto mandato na Presidência. (Com informações do portal de notícias g1)

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O ministro da Secretaria Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL), fez uma cobrança pública nesta quarta-feira (21) ao presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em um gesto que sinaliza uma mudança de tom na relação do governo com o chefe da autoridade monetária. Depois de chamar de “taxa de juro de agiotagem” a Selic em 15% e dizer que isso só interessa aos banqueiros, Boulos foi além.

“Meu querido Galípolo, vamos baixar essa taxa de juros aí, meu caro”, afirmou. A declaração foi feita em uma entrevista no programa “Bom Dia Ministro”, que é exibido pela EBC, o canal oficial do governo.

A cobrança foi interpretada por petistas como o início de uma nova fase na relação entre o governo e o presidente do Banco Central. Indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ex-braço direito de Fernando Haddad (PT) no ministério da Fazenda, Galípolo tem sido poupado de críticas diretas à taxa Selic em 15%. Chamou atenção o fato de a fala de Boulos ter sido feita em um canal oficial do governo.

Boulos também disse que o governo espera votar o fim da escala 6×1 no primeiro semestre no Congresso Nacional. O ministro salientou que o debate sobre o fim da escala de trabalho na qual os trabalhadores trabalham seis dias da semana e folgam um, está avançando no Congresso e fez a avaliação que a substituição do modelo por uma escala 5×2 aumentará a produtividade da economia e a formalização do trabalho.

“No caso da 6 x 1, em particular, há um avanço para que a gente vote ainda neste semestre o fim da escala 6×1 e consiga dar essa resposta para os trabalhadores”, disse.

O ministro, escalado por Lula para liderar as negociações pelo fim da escala 6×1 e para a regulamentação do trabalho por aplicativo, duas frentes de um novo modelo de trabalho com as quais o PT tem enfrentado dificuldade, afirmou que, com um dia a mais de folga na semana, o trabalhador estará mais descansado e terá tempo para aumentar sua qualificação, elevando a produtividade da economia.

Boulos disse ainda que um modelo com dois dias de folga na semana tornará o trabalho formal mais atrativo para uma parcela crescente que tem rejeitado o modelo com carteira assinada, aumentando, assim, em sua visão, a formalização e ajudando a Previdência Social.

O ministro também colocou entre as prioridades do governo a regulamentação do trabalho por aplicativo e disse que o governo tratará do que chamou de “taxa de extorsão” que as empresas de tecnologia cobram de entregadores e motoristas. O fim da escala 6×1 e a regulamentação do trabalho por aplicativo são apostas do governo Lula no ano em que o petista busca se reeleger para um quarto mandato na Presidência. (Com informações do portal de notícias g1)

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“Meu querido Galípolo, vamos baixar essa taxa de juros aí, meu caro”, afirmou. A declaração foi feita em uma entrevista no programa “Bom Dia Ministro”, que é exibido pela EBC, o canal oficial do governo.

A cobrança foi interpretada por petistas como o início de uma nova fase na relação entre o governo e o presidente do Banco Central. Indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ex-braço direito de Fernando Haddad (PT) no ministério da Fazenda, Galípolo tem sido poupado de críticas diretas à taxa Selic em 15%. Chamou atenção o fato de a fala de Boulos ter sido feita em um canal oficial do governo.

Boulos também disse que o governo espera votar o fim da escala 6×1 no primeiro semestre no Congresso Nacional. O ministro salientou que o debate sobre o fim da escala de trabalho na qual os trabalhadores trabalham seis dias da semana e folgam um, está avançando no Congresso e fez a avaliação que a substituição do modelo por uma escala 5×2 aumentará a produtividade da economia e a formalização do trabalho.

“No caso da 6 x 1, em particular, há um avanço para que a gente vote ainda neste semestre o fim da escala 6×1 e consiga dar essa resposta para os trabalhadores”, disse.

O ministro, escalado por Lula para liderar as negociações pelo fim da escala 6×1 e para a regulamentação do trabalho por aplicativo, duas frentes de um novo modelo de trabalho com as quais o PT tem enfrentado dificuldade, afirmou que, com um dia a mais de folga na semana, o trabalhador estará mais descansado e terá tempo para aumentar sua qualificação, elevando a produtividade da economia.

Boulos disse ainda que um modelo com dois dias de folga na semana tornará o trabalho formal mais atrativo para uma parcela crescente que tem rejeitado o modelo com carteira assinada, aumentando, assim, em sua visão, a formalização e ajudando a Previdência Social.

O ministro também colocou entre as prioridades do governo a regulamentação do trabalho por aplicativo e disse que o governo tratará do que chamou de “taxa de extorsão” que as empresas de tecnologia cobram de entregadores e motoristas. O fim da escala 6×1 e a regulamentação do trabalho por aplicativo são apostas do governo Lula no ano em que o petista busca se reeleger para um quarto mandato na Presidência. (Com informações do portal de notícias g1)

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