Sábado, 17 de Janeiro de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 17 de janeiro de 2026
O café é uma das bebidas mais consumidas no mundo, e seu preparo gera debates que vão além do sabor. Moído, em cápsulas, instantâneo – as opções são inúmeras, mas existem diferenças relevantes do ponto de vista da saúde?
De forma geral, o café é caracterizado pelo seu teor de cafeína, polifenóis e antioxidantes, bem como por micronutrientes como potássio, magnésio, cálcio e niacina. Quem explica isso é Francisco Botella Romero, membro do Departamento de Nutrição da Sociedade Espanhola de Endocrinologia e Nutrição (SEEN), em entrevista ao site especializado CuídatePlus, que destaca os efeitos benéficos que esses compostos bioativos podem ter para a saúde.
Uma das perguntas mais frequentes é se existem diferenças nutricionais entre o café moído tradicional e o café em cápsulas. A esse respeito, Botella destaca que o café é uma das principais fontes de antioxidantes na dieta, mas esclarece que não existem estudos comparativos independentes que permitam concluir se um formato é mais saudável que o outro.
A atenção se volta então para os riscos potenciais associados às cápsulas, particularmente a presença de microplásticos. Segundo o especialista, tanto as cápsulas de plástico quanto os revestimentos internos de alumínio podem facilitar a transferência de substâncias químicas para a bebida, um processo intensificado pelas altas temperaturas. Esses aditivos podem atuar como desreguladores endócrino.
O endocrinologista recomenda minimizar o contato entre plástico e líquidos quentes. Em vez disso, ele sugere o uso de recipientes de vidro, cerâmica ou metal, os quais considera mais seguros.
Em relação ao café instantâneo, Botella destaca que a maioria das pessoas consome café principalmente por seu teor de cafeína, um estimulante do sistema nervoso que pode ter efeitos metabólicos benéficos quando consumido com moderação – ou seja, menos de quatro ou cinco xícaras por dia. Os antioxidantes fornecidos pelo café também podem ser facilmente encontrados em outros alimentos, como frutas e vegetais.
O especialista destaca que a quantidade de antioxidantes varia consideravelmente dependendo do processo de fabricação, do grau de torrefação e da qualidade dos grãos utilizados. Em outras palavras, quanto mais processado o café, menor o teor de antioxidantes. No entanto, ele indicou que é difícil fazer comparações precisas, já que a quantidade de café instantâneo utilizada em cada preparo depende do consumidor e pode gerar diferenças maiores do que aquelas resultantes do próprio processo industrial. (Com informações do portal El Tiempo)