Sexta-feira, 03 de Abril de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 2 de abril de 2026
Versões irregulares do medicamento Mounjaro foram proibidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) nessa quinta-feira (2). A autarquia determinou a apreensão do lote D856831 do medicamento Mounjaro e dos lotes D880730 e D840678 do Mounjaro Kwikpen, fabricados por uma empresa não identificada.
Segundo a Anvisa, a empresa detentora do registro do medicamento, Eli Lilly Brasil, informou que foram encontrados, no mercado, unidades desses lotes com características diferentes do produto original, o que indica falsificação. Entre os problemas identificados estão números de série não reconhecidos nos sistemas da empresa, uso de material divergente na embalagem e falhas na leitura do código 2D, que é utilizado para rastreamento e segurança.
Além disso, o medicamento Tirzec, comercializado como uma imitação da tirzepatida (substância ativa do Mounjaro), também foi proibido. Estão vetadas sua comercialização, distribuição, fabricação, importação, divulgação e uso em todo o território nacional. De acordo com a agência reguladora, o produto não possui qualquer tipo de registro, cadastro ou notificação, o que o torna irregular e potencialmente perigoso para a saúde pública.
O caso acende um alerta importante sobre o uso das chamadas “canetas emagrecedoras”, categoria que inclui medicamentos injetáveis como o próprio Mounjaro e outros à base de hormônios que atuam no controle da glicose e do apetite. Esses fármacos vêm sendo amplamente divulgados nas redes sociais como soluções rápidas para perda de peso, muitas vezes sem a devida orientação médica.
Medicamentos como o Mounjaro agem imitando hormônios intestinais que promovem sensação de saciedade, retardam o esvaziamento gástrico e ajudam a controlar os níveis de açúcar no sangue. Por isso, podem levar à perda de peso significativa em alguns pacientes. No entanto, seu uso é indicado principalmente para o tratamento do diabetes tipo 2 e deve ser feito sob prescrição e acompanhamento médico.
Entre os efeitos colaterais mais comuns dessas canetas estão náuseas, vômitos, diarreia, constipação e dor abdominal. Em casos mais graves, podem ocorrer pancreatite, problemas na vesícula biliar e alterações metabólicas importantes. O uso de produtos falsificados ou sem procedência agrava ainda mais esses riscos, já que não há garantia sobre a composição, dosagem ou condições de fabricação.
Especialistas alertam que a popularização dessas canetas, aliada à venda irregular pela internet e em mercados paralelos, aumenta o risco de consumo de substâncias adulteradas. Por isso, a recomendação é adquirir medicamentos apenas em farmácias autorizadas e sempre verificar a procedência, além de evitar qualquer tipo de automedicação. (Com informações do jornal O Globo)