Domingo, 21 de Julho de 2024

Home Mundo Munição mudou a posição do presidente russo sobre a Coreia do Norte, que passou a ser fiel parceira da Rússia

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Entre 1961 e o fim da União Soviética no início da década de 1990, existia uma aliança militar entre os dois países. A parceria chegou ao fim com a dissolução do bloco soviético.

Nos primeiros 23 anos do governo de Vladimir Putin, que começou em 2000, a Rússia estava alinhada com o Ocidente na questão norte-coreana. Moscou não reconhecia o status de potência nuclear de Pyongyang e aderiu às sanções impostas a partir de 2006 contra o programa de mísseis balísticos norte-coreano.

No entanto, a invasão da Ucrânia e a necessidade crescente de obter munição e mísseis levaram Putin a mudar sua posição. Ele agora aprova as atitudes da Coreia do Norte.

Ao afirmar que a Rússia reconhece o direito de Pyongyang de fortalecer sua capacidade de autodefesa e segurança, Putin está implicitamente aceitando o status de potência nuclear da Coreia do Norte e o desenvolvimento de seu programa de mísseis, afirma Lourival.

Além disso, a Rússia parece estar ajudando a Coreia do Norte.

Em dezembro, Pyongyang conseguiu lançar seu primeiro satélite militar espião após uma visita de Kim Jong-un a Moscou em setembro.

Por sua vez, a Coreia do Sul calcula que cinco milhões de balas de artilharia foram enviadas pela Coreia do Norte à Rússia, e a Ucrânia afirma ter encontrado pelo menos dez mísseis balísticos norte-coreanos disparados pelas forças russas.

ONU

O ministro das Relações Exteriores da Coreia do Sul, Cho Tae-yul, disse ser “deplorável” que a Rússia, um membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, forneça assistência militar à Coreia do Norte.

Ele destacou que esse movimento é uma clara violação das resoluções do Conselho de Segurança.

A Coreia do Norte e a Rússia concordaram em fornecer assistência militar imediata caso qualquer uma delas enfrente uma agressão armada. O pacto foi assinado durante visita do presidente russo, Vladimir Putin, a Pyongyang.

“Qualquer assistência ou cooperação direta ou indireta que melhore a capacidade militar da Coreia do Norte é uma violação clara das múltiplas resoluções do Conselho de Segurança da ONU”, advertiu Cho a repórteres na ONU.

“É de fato deplorável que um membro permanente deste conselho, que concordou com a adoção destas resoluções, esteja agora agindo para violar das resoluções e ao assinar este acordo”, adicionou.

Além da declaração, a Coreia do Sul convocou uma reunião de emergência do conselho de segurança nacional e disse que iria considerar o envio de armas para a Ucrânia, o que tinha anteriormente descartado.

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