Quinta-feira, 20 de Junho de 2024

Home em foco “Não há condição do MDB apoiar Lula no 1º turno”, diz Temer

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Uma das principais lideranças do MDB, o ex-presidente Michel Temer afastou neste domingo (24) o tão sonhado apoio ainda no primeiro turno do partido ao ex-presidente Lula, do PT.

Lideranças do MDB e do PT estavam em conversas avançadas mas, nos últimos dias, a negociação foi prejudicada após a ex-presidente Dilma Rousseff reagir a uma declaração de Temer, de que Dilma era “honestíssima”. A petista, então, se posicionou publicamente ao dizer que Temer tenta limpar sua “inconteste condição de golpista”- referindo-se ao impeachment.

Temer classificou a declaração da ex-presidente como “violenta e grosseira”.  Segundo ele, a grave acusação que teria feito “foi chamá-la de honesta”.

No PT, o movimento de Dilma foi recebido com preocupação. A ex-presidente divulgou nota em que chama Temer de “golpista” e “traidor”. Um dirigente da sigla ressaltou que essa nota não estava no roteiro e reconheceu que isso pode inviabilizar a negociação pelo apoio oficial do MDB à Lula.

Integrantes da “ala lulista” no MDB avaliam que foi um erro virar a artilharia contra Temer justamente no momento em que o ex-presidente e ex-vice de Dilma tinha sido escalado pela sigla para construir um acordo.

Apesar de petistas e emedebistas admitirem, reservadamente, que a declaração de Dilma atrapalhou as conversas entre os dois partidos, Temer afirmou que a dificuldade na aliança é anterior à reação de Dilma uma vez que -“pelo que tem ouvido do partido”- acha difícil o apoio do MDB a Lula no primeiro turno.

“Pelo que tenho ouvido, o partido quer seguir com candidatura própria, não vejo condições para o apoio no primeiro turno”. O MDB tem como candidata a senadora Simone Tebet, que deve ser homologada como candidata no próximo dia 27. Nos bastidores, lideranças do MDB acreditam que a convenção vá ser judicializada pela ala do partido que quer apoiar Lula – como o senador Renan Calheiros.

Temer admite que integrantes do comitê Lula-Alckmin procuraram o partido em busca de apoio, mas ele se queixa do tratamento da militância petista ao seu governo. “Eles mandam emissários, mas como vamos apoiar se eles falam que é golpe? Se falam que a reforma trabalhista, que eu fiz, é escravocrata? Querem destruir com meu governo”, reclama o ex-presidente.

Sobre um apoio no segundo turno, no entanto, Temer não descarta novas conversas: “Aí é outra conversa, é um outro tempo”.

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