Domingo, 27 de Setembro de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 26 de setembro de 2026
O governo federal vai chamar clubes de futebol e confederações esportivas para avaliar o impacto do fim das bets sobre o esporte brasileiro. A informação foi dada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, na sexta-feira (25), após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinar uma Medida Provisória (MP) que proíbe a operação de sites de apostas esportivas e cassinos on-line no país.
Em coletiva de imprensa após a cerimônia, Durigan afirmou que, por enquanto, não há previsão de socorro imediato às equipes que perderem receitas de patrocínio.
Ao justificar a MP, Lula disse que a medida tem como objetivo proteger as famílias brasileiras do endividamento.
A avaliação do Planalto ocorre em meio a alertas de dirigentes de diferentes clubes brasileiros sobre a dependência financeira do setor em relação às casas de apostas.
Governo analisará dependência do setor
Com a publicação do texto, novos depósitos e operações nas plataformas ficam proibidos. Os apostadores terão até 5 de outubro para sacar os valores que permanecerem nas contas das empresas.
Por se tratar de medida provisória, a regra passa a ter força de lei imediatamente, mas precisa ser analisada e votada pelo Congresso Nacional em até 120 dias para valer de forma definitiva.
Segundo Durigan, a equipe econômica quer primeiro dimensionar o tamanho da dependência antes de decidir se será necessária alguma compensação.
“Por determinação do presidente Lula, vamos chamar tanto os clubes de futebol quanto as confederações para entender qual é o real impacto”, declarou.
O ministro afirmou que a participação das bets nos orçamentos varia, em média, na casa de um dígito. Qualquer resposta do governo, segundo ele, dependerá do diagnóstico feito nas reuniões. “Caso seja necessário, caso essa seja a avaliação do governo, vamos adotar uma medida na sequência. Mas para hoje, não”, completou.
Bets prometem ir à Justiça para recuperar R$ 2,5 bilhões pagos ao governo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou uma MP (Medida Provisória) para proibir as casas de apostas de atuarem no Brasil. Diante da decisão, as bets que pagaram uma outorga milionária para entrar no mercado regulamentado ameaçam exigir o reembolso dos valores.
Bets planejam ir à Justiça para recuperar outorgas pagas. A regulamentação das apostas de quota fixa exigiu o pagamento de R$ 30 milhões ao governo federal. Desde então, 85 empresas cumpriram a condição para operar no Brasil, o que totalizou um desembolso de R$ 2,55 bilhões aos cofres públicos. O montante pode ser ameaçado pela judicialização do caso após a proibição da atividade no Brasil.
Contratos firmados não oferecem garantias ao governo. A concessão dos direitos para operar tem validade de cinco anos e não traz critérios para a devolução, revogação ou cancelamento das outorgas de autorização. Com a indefinição, as bets planejam apresentar medidas para recuperar o valor da licença e cobrar pelos lucros cessantes, equivalentes à estimativa que a empresa esperava ganhar a partir do investimento realizado para o período de atuação. (Com informações dos portais Metrópoles e Uol)