Segunda-feira, 17 de Janeiro de 2022

Home Ciência Nasa está prestes a abrir amostra lunar coletada na missão Apollo 17

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Em um esforço internacional, a Nasa dará aos cientistas, às vésperas do Natal, um presente precioso e pouco convencional: uma amostra de solo lunar coletada em 1972. Os fragmentos da Lua foram recolhidos durante a missão Apollo 17 e trazidos de volta à Terra em uma cápsula a vácuo, que por quase cinco décadas permaneceu intocada.

Agora, a agência pretende “desembrulhar o presente”, que pode desvendar informações importante sobre a história do nosso satélite natural. Pesquisadores de todo o mundo articulam-se há mais de um ano para desenvolver uma ferramenta adequada que permita abrir o cilindro.

Isso porque a expectativa é que a amostra, recolhida pelo astronauta Gene Cernan, guarde gases nobres como hélio e hidrogênio. A ferramenta desenvolvida pela Agência Espacial Europeia (ESA), apelidada de “abridor de latas Apollo”, foi projetada para furar a cápsula a vácuo sem deixar que os gases escapem. A ideia é que eles sejam recolhidos para que possam ser estudados pelos cientistas.

“A abertura e análise dessas amostras agora, com os avanços técnicos conquistados desde a era Apollo, podem possibilitar novas descobertas científicas na Lua. Isso também pode inspirar e informar uma nova geração de exploradores ”, afirmou à imprensa Francesca McDonald, que lidera a colaboração da ESA com o programa Apollo Next-Generation Sample Analysis (ANGSA), responsável pela abertura da cápsula.

O desenvolvimento do “abridor de latas Apollo” foi encabeçado pela agência europeia, mas contou com um vasto time de cientistas de sete nacionalidades diferentes. Em novembro, Francesca McDonald viajou com seu colega Timon Schild aos Estados Unidos para entregar a ferramenta à Nasa. O “presente da Lua” deve ser aberto nas próximas semanas.

Som de Ganimedes

A sonda Juno, da Nasa, captou um áudio de 50 segundos durante um sobrevoo em Ganimedes, uma das luas de Júpiter. Os sons do satélite foram assunto em uma reunião na American Geophysical Union Fall Meeting.

O orbitador, que começou a investigar Júpiter em 2016, conta com um instrumento chamado Waves. No sobrevoo em Ganimedes, realizado em 7 de junho de 2021, o equipamento se conectou a ondas eletromagnéticas da lua, produzidas na região da magnetosfera do planeta gasoso. Em seguida, a frequência resultante foi traduzida na faixa de som.

“Esta trilha sonora é selvagem o suficiente para fazer você se sentir como se estivesse andando por perto enquanto Juno passa por Ganimedes pela primeira vez em mais de duas décadas”, conta Scott Bolton, investigador principal da sonda, em comunicado.

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