Quinta-feira, 22 de Janeiro de 2026

Home em foco No Fórum Econômico Mundial, Trump lança oficialmente o Conselho da Paz na Faixa de Gaza com críticas à ONU

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Com críticas à ONU (Organização das Nações Unidas), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, lançou oficialmente nesta quinta-feira (22) o Conselho da Paz da Faixa de Gaza, estrutura criada por ele para supervisionar a paz na região e reconstruir o território palestino.

O lançamento ocorreu em uma cerimônia dentro do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, na qual Trump voltou a exaltar o seu governo, ao lado de cerca de 20 dos 60 líderes mundiais que aceitaram participar do Conselho, entre eles o presidente da Argentina, Javier Milei.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi convidado para integrar o órgão, mas ainda não respondeu ao convite.

Em discurso, Trump disse ser um “dia muito empolgante” e voltou a criticar a ONU. “Eu nunca nem falei com a ONU. Eles tinham um potencial tremendo”, afirmou Trump. No entanto, ele disse que o seu Conselho dialogará “com muitos outros, incluindo a ONU”.

“Quando esse Conselho estiver completamente formado, poderemos fazer praticamente tudo o que quisermos. E faremos isso em conjunto com as Nações Unidas”, disse Trump.

A proposta dele é que o Conselho não se dedique apenas a Gaza, mas que comece pelo território palestino, que Trump disse que será “desmilitarizado e lindamente reconstruído”.

Nesta quinta, o presidente norte-americano assinou um documento que formaliza o Conselho. Também assinaram outros membros do grupo convidados por Trump e que estavam no palco.

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, também discursou na cerimônia e disse que o Conselho será um órgão “não só da paz, mas da ação”.

Na mesma cerimônia, o conselheiro e genro de Trump, Jared Kushner, apresentou o plano dos Estados Unidos de reconstrução da Faixa de Gaza. “É uma ótima locação para o mercado imobiliário”, perto do mar, disse Trump sobre a região de Gaza.

Entenda

O Conselho da Paz é uma estrutura criada por Trump para atuar na manutenção da paz e na reconstrução da Faixa de Gaza. A iniciativa também pode atuar em outros conflitos internacionais no futuro.

De acordo com o estatuto do Conselho, Trump terá mandato vitalício como presidente do grupo e amplos poderes. Países que desejarem um assento permanente precisarão pagar US$ 1 bilhão (R$ 5,37 bilhões). Os recursos serão administrados pelo presidente dos EUA.

A comunidade internacional, no entanto, teme que o Conselho de Paz vire uma espécie de “ONU paralela” e enfraqueça o papel da Organização das Nações Unidas.

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