Domingo, 21 de Julho de 2024

Home Variedades Novo estudo encontra relação entre álcool e envelhecimento precoce

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Beber álcool com os amigos após o expediente ou até mesmo diariamente pode ser um hábito mais prejudicial à saúde do que se acreditava. Um novo estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Nagoya, no Japão, associou a presença dos aldeídos (composto químico na qual o álcool é transformado pelo fígado) no DNA com o envelhecimento precoce.

Publicada na revista científica Nature Cell Biology, a pesquisa indica que os aldeídos são prejudiciais por serem altamente reativos ao DNA e proteínas. Segundo os pesquisadores, eles bloqueiam enzimas importantes nos processos de manter e criar novas células no corpo, e por consequência, aceleram o processo de envelhecimento.

Ligação

Os pesquisadores chegaram à hipótese de que poderia haver uma ligação entre os aldeídos e o envelhecimento, pois indivíduos com distúrbios de envelhecimento prematuro, como a síndrome AMeD, apresentam atividade inadequada de enzimas como a ALDH2, que decompõe os aldeídos.

No caso dos indivíduos saudáveis, o ALDH2 também apresenta um papel indispensável na resposta à ingestão de álcool. Quando alguém bebe cerveja ou vinho, o fígado metaboliza o álcool em aldeídos para que ele possa ser facilmente eliminado pelo corpo. A atividade do ALDH2 é essencial para converter os aldeídos em uma substância não tóxica.

“Nossa pesquisa abre novos caminhos para a compreensão dos mecanismos subjacentes às doenças do envelhecimento prematuro e oferece alvos potenciais para intervenção terapêutica”, afirma Yasuyoshi Oka, um dos autores do estudo, em comunicado.

O estudo esclarece a conexão entre os fatores ambientais e o envelhecimento celular ao identificar os aldeídos como substâncias que contribuem para o envelhecimento. Este achado pode ter implicações significativas para a saúde humana e a longevidade.

Julho de 2022

Em julho de 2022 um estudo conduzido por pesquisadores do Departamento de Saúde da População da Universidade de Oxford, no Reino Unido, utilizou métodos de análise genética. Eles conseguiram comprovar que o consumo excessivo de álcool realmente acelera o envelhecimento biológico do corpo.

O estudo foi publicado na revista científica Molecular Psychiatry. Os cientistas avaliaram informações de mais de 245 mil britânicos por meio do banco de dados UK Biobank. Os resultados mostraram que o consumo além do recomendado de bebidas alcoólicas promove danos ao DNA dos telômeros, estruturas que envolvem a parte final dos cromossomos, protegendo-os de danos.

Os danos observados levaram à redução do comprimento dos telômeros, o que é considerado um indicador de envelhecimento biológico. Isso porque cerca de 50 a 100 bases de DNA dos telômeros são perdidas cada vez que uma célula se replica, um processo que é contínuo no decorrer dos anos.

“O telômero é responsável pela preservação e duração de vida do gene. Se esse telômero é diminuído com o tempo, você tem menos vitalidade do gene. E nesse caso, o estudo mostrou que a bebida alcoólica leva à redução desse telômero, levando o gene a envelhecer antes da hora. A capacidade de afetar o gene aumenta de acordo com o excesso, e afeta a expectativa de vida da pessoa. Porque torna a pessoa mais propensa a fraqueza muscular, Alzheimer, diabetes, doenças ligadas ao envelhecimento”, explicou o médico endocrinologista Mario Carra, presidente do Departamento de Obesidade da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM). As informações são do jornal O Globo.

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